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Fraude nas merendas de Blumenau tinha dinheiro vivo, vazamento de informações sigilosas e encontros em estacionamentos

Entenda como um suposto esquema de corrupção teria operado R$ 3.6 milhões em propinas

O Ministério Público revelou novos detalhes sobre o suposto esquema de fraude envolvendo o contrato da merenda escolar de Blumenau, que movimentou cerca de R$ 511 milhões entre 2022 e 2025

Em coletiva de imprensa, o MP afirmou que o direcionamento da licitação começou meses antes da abertura oficial da concorrência pública, ainda em 2021. A Procuradoria-Geral do Município havia recomendado a divisão do contrato para ampliar a concorrência entre empresas, mas, conforme a investigação, agentes públicos atuaram para alterar esse entendimento e manter a licitação em lote único, favorecendo a empresa vencedora.

Outro ponto considerado central pelos investigadores foi o vazamento antecipado das propostas da concorrência. De acordo com o promotor Marcionei Mendes, informações sigilosas dos envelopes foram repassadas antes da abertura oficial da licitação, em março de 2022. Os valores enviados previamente coincidiam exatamente com os apresentados pela empresa vencedora no dia da disputa.

O caminho do dinheiro

Além da suspeita de fraude na licitação, o GAECO detalhou como funcionaria o pagamento de propina após a assinatura do contrato. Segundo a investigação, havia um acordo para o repasse de 3% da empresa Risotolândia sobre os valores pagos pela Prefeitura de Blumenau à empresa responsável pela merenda escolar.

O Ministério Público estima que mais de R$ 3,6 milhões tenham sido distribuídos em vantagens indevidas entre junho de 2022 e dezembro de 2024.

Conforme a investigação, um dos agentes públicos investigados fazia viagens frequentes entre Blumenau e Araucária, no Paraná, onde buscava dinheiro em espécie diretamente na sede da empresa após os pagamentos da prefeitura.

Depois, os valores eram redistribuídos entre os envolvidos em encontros realizados em estacionamentos de supermercados, no estacionamento da própria prefeitura e também em residências.

Ao todo, a Operação Arbóreo cumpriu nove mandados de busca e apreensão em Blumenau, Indaial e Araucária (PR). Celulares, computadores, agendas, documentos e mídias eletrônicas foram apreendidos e passarão por perícia.

Os investigados podem responder por corrupção ativa e passiva, fraude à licitação, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

O Ministério Público também afirmou que nenhum dos três agentes públicos investigados continua atuando na Prefeitura de Blumenau. Um deles trabalhava na administração municipal de Indaial, motivo pelo qual houve diligências na cidade. Mas ele foi exonerado ainda na tarde desta quinta-feira. Se tratava do Secretário de Administração e Finanças, César Domenico Poltronieri.

Na foto, o ex-Secretário de Administração e Finanças de Indaial, César Domenico Poltronieri, exonerado nesta quinta-feira por envolvimento nas investigações. (Reprodução/PMI/PortalBnu)

Durante a coletiva, o promotor Marcionei Mendes afirmou ainda que o prefeito de Blumenau, Egídio Ferrari, não é investigado no caso. Segundo ele, o prefeito procurou espontaneamente o Ministério Público para colocar a prefeitura à disposição das autoridades.

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