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Final feliz: marrecos resgatados na BR-101 são devolvidos à natureza após 3 meses
Sem a mãe, que morreu depois do resgate, nove filhotes foram acolhidos e tratados até estarem aptos para a soltura
Morgana Kloth
14 de maio de 2026
11:00
Soltura dos marrecos na natureza - Foto: Divulgação
Três meses depois de chamarem atenção e mobilizarem equipes da Polícia Rodoviária Federal (PRF) na BR-101, em Tubarão, nove filhotes de marreco da espécie irerê finalmente voltaram à natureza. A soltura aconteceu na manhã desta quarta-feira, dia 13, em uma área alagadiça no bairro Congonhas, habitat natural das aves.
Os animais haviam sido resgatados em fevereiro, depois de serem vistos caminhando assustados ao lado da mureta central da rodovia, em meio ao tráfego intenso de caminhões e carretas. Na época, policiais rodoviários precisaram interromper o trânsito por alguns instantes para conseguir recolher os filhotes em segurança e evitar atropelamentos.
A cena chamou a atenção pela dificuldade enfrentada pelas aves para atravessar a pista em um dos trechos mais movimentados da BR-101 em Santa Catarina, onde circulam cerca de 50 mil de veículos diariamente. Relembre o momento:
Apesar do resgate bem-sucedido dos filhotes, a mãe dos marrecos não resistiu aos ferimentos sofridos no dia do resgate. Desde então, os irmãos ficaram sob os cuidados do departamento veterinário da Unisul, em Tubarão, onde passaram por exames, acompanhamento e tratamento até estarem aptos para retornar ao ambiente natural.
Sobre a espécie
O irerê é uma ave aquática nativa de Santa Catarina, sendo comum em regiões de banhados e lagoas, como as encontradas no Sul do Estado.
Conhecido pelo seu assobio característico, esse marreco possui o rosto branco e o restante da cabeça preta, sendo uma espécie que vive em grupos e costuma se deslocar entre corpos d’água para se alimentar.
Como são animais que dependem de áreas úmidas, a travessia de rodovias construídas próximas a esses habitats acaba se tornando um desafio mortal para a espécie, especialmente para os filhotes que ainda não conseguem voar para superar obstáculos como as muretas de concreto.