Confira a nova coluna do doutor em Comunicação e Linguagens, Moisés Béio Cardoso
As tecnologias escondidas nos uniformes da Copa do Mundo
Confira a nova coluna do doutor em Comunicação e Linguagens,
Confira a nova coluna do doutor em Comunicação e Linguagens, Moisés Béio Cardoso

Quando um jogador entra em campo, a maioria dos torcedores enxerga apenas a camisa da seleção, o calção, o meião e a chuteira. Mas o uniforme da Copa do Mundo de 2026 está longe de ser apenas uma roupa esportiva.
Por trás dos tecidos, costuras e materiais existe uma combinação de ciência, inteligência artificial, engenharia de materiais e análise de dados. O objetivo é simples: ajudar os atletas a correr mais, suportar melhor o calor, reduzir o desgaste físico e melhorar o desempenho durante os 90 minutos.
A tecnologia da Copa não está apenas na bola conectada ou no VAR. Ela também veste os jogadores.
Fique com a gente e boa leitura!
A guerra contra o calor
Uma das maiores preocupações das fornecedoras esportivas para a Copa de 2026 é o calor.
O torneio é disputado em cidades dos Estados Unidos, Canadá e México, algumas delas conhecidas pelas altas temperaturas durante o verão. Em um esporte de alta intensidade física, o calor pode aumentar a fadiga, reduzir o rendimento e dificultar a recuperação dos atletas.
Por isso, grande parte das inovações nos uniformes está relacionada ao controle térmico. As fabricantes passaram anos estudando como o corpo dos jogadores reage durante as partidas para desenvolver tecidos mais eficientes na dissipação do calor e da umidade.
A camisa da Seleção Brasileira foi projetada com IA
A Nike apresentou para a Copa um novo tecido chamado Aero-FIT, desenvolvido a partir de um processo de mapeamento digital do calor corporal.
A empresa analisou milhares de dados sobre transpiração e temperatura dos atletas. Com essas informações, foram identificadas as regiões do corpo que mais acumulam calor e suor durante uma partida.
O resultado é uma camisa com áreas específicas de ventilação posicionadas estrategicamente. A versão utilizada pelos jogadores possui uma estrutura tridimensional em malha aberta, criando canais que facilitam a circulação do ar.
Na prática, é como se a camisa tivesse pequenas “janelas de resfriamento” exatamente onde o corpo mais precisa.
A estratégia da Adidas é diferente
A Adidas seguiu outro caminho tecnológico. Em vez de focar no mapeamento digital do suor, a empresa concentrou esforços em tecidos extremamente leves e respiráveis.
A proposta é permitir que o calor escape mais rapidamente, mantendo o corpo do atleta em uma temperatura mais confortável.
Além da tecnologia, a marca também apostou em designs inspirados em uniformes históricos das seleções, misturando referências retrô com materiais modernos de alta performance.
O objetivo é o mesmo: ajudar o jogador a manter o máximo rendimento físico durante toda a partida.
Uniformes mais sustentáveis
Outra tendência importante da Copa de 2026 é a sustentabilidade. As principais fornecedoras esportivas ampliaram o uso de poliéster reciclado e materiais reaproveitados na fabricação dos uniformes.
Em muitos casos, resíduos plásticos e sobras da indústria têxtil passam por processos de reciclagem para se transformar em tecidos de alta performance.
A preocupação ambiental deixou de ser apenas uma questão de marketing e passou a fazer parte do desenvolvimento tecnológico das roupas esportivas.
As meias também ficaram inteligentes
Os meiões dos atletas incorporam tecnologias de compressão graduada que ajudam a melhorar a circulação sanguínea e reduzir a sensação de fadiga ao longo da partida.
Além disso, os tecidos sintéticos modernos são projetados para controlar a umidade e facilitar a evaporação do suor. Isso ajuda a manter os pés mais secos e confortáveis mesmo após longos períodos de esforço intenso.
Pode parecer um detalhe pequeno, mas em uma competição de alto nível cada vantagem conta.
O segredo das meias antiderrapantes
Diversos jogadores utilizam uma segunda meia por baixo do uniforme oficial. São as chamadas grip socks, ou meias antiderrapantes.
Essas meias possuem pequenos pontos de silicone ou borracha que aumentam a aderência entre o pé e a chuteira. O objetivo é evitar que o pé deslize dentro do calçado durante as arrancadas, mudanças bruscas de direção e chutes.
Em termos simples, é como criar um sistema de travamento que mantém o pé mais firme dentro da chuteira. Além de melhorar a estabilidade, essa tecnologia também ajuda a reduzir atritos que podem causar bolhas.
As chuteiras viraram laboratórios tecnológicos
Antigamente, as chuteiras eram feitas principalmente de couro pesado, absorviam água e ficavam ainda mais pesadas durante a partida.
Hoje, os materiais sintéticos avançados permitem fabricar chuteiras extremamente leves, resistentes e adaptadas aos diferentes estilos de jogo.
Os fabricantes utilizam modelagem computadorizada para distribuir melhor a pressão dos pés, otimizar a tração e aumentar a estabilidade dos atletas.
Alguns modelos profissionais pesam pouco mais de 180 gramas, algo impensável há alguns anos.
Os sensores escondidos sob a camisa
Durante os jogos e treinamentos, muitos atletas utilizam um equipamento quase invisível para o público. Trata-se de um colete com sensores vestíveis que fica por baixo da camisa.
Esses dispositivos monitoram informações como frequência cardíaca, velocidade, aceleração, distância percorrida e intensidade dos movimentos.
Os dados são enviados para as comissões técnicas em tempo real, permitindo acompanhar o desgaste físico de cada jogador. É uma ferramenta importante para prevenir lesões e ajustar estratégias durante treinos e partidas.
Anéis, pulseiras e monitoramento 24 horas
Muitos atletas de alto rendimento utilizam pulseiras inteligentes, anéis conectados e outros dispositivos capazes de monitorar aspectos importantes da recuperação física.
Esses equipamentos analisam qualidade do sono, frequência cardíaca, níveis de estresse e indicadores de recuperação muscular.
Com isso, equipes médicas e preparadores físicos conseguem entender melhor como cada atleta está reagindo às cargas de treinamento e competição.
O acompanhamento acontece praticamente 24 horas por dia.
O jogador virou uma fonte de dados
Hoje é possível medir praticamente tudo. Quanto o jogador corre, como ele acelera, quanto tempo leva para se recuperar, qual foi seu desgaste físico e até como ele dormiu na noite anterior.
Esses dados ajudam técnicos, médicos e preparadores físicos a tomar decisões mais precisas.
O uniforme deixou de servir apenas para identificar uma seleção ou um clube. Agora ele também ajuda a monitorar o desempenho humano.
A tecnologia também veste a camisa
Quando a bola rola na Copa do Mundo de 2026, milhões de torcedores olham para os craques dentro de campo. O que poucos percebem é que cada camisa, meia e chuteira carrega anos de pesquisa científica e desenvolvimento tecnológico.
Por trás de um uniforme aparentemente simples existem estudos sobre calor, suor, ventilação, ergonomia, sustentabilidade e monitoramento corporal.
O futebol continua sendo jogado com os pés. Mas cada vez mais ele é aperfeiçoado pelas tecnologias que os jogadores vestem.
Nos vemos semana que vem. Valeu!
Saiba mais sobre Moisés Béio Cardoso

“Sempre fui apaixonado pelas temáticas que envolviam a comunicação: vídeos, fotos, revistas, e eventos.”, diz Moisés Béio Cardoso, doutor em comunicação e linguagens. Ele nasceu em Blumenau no ano de 1977 e se destacou na área de comunicação e tecnologia.
Atualmente, ele é consultor de comunicação digital e palestrante. Além disso, atua como investidor e Trader na B3.
Confira a nova coluna do doutor em Comunicação e Linguagens,
Investigação revelou que criminosos tentaram acessar o cofre da agência
Vítima comprou uma bolsa numa loja do Centro da cidade
Discussão ocorre após a Prefeitura anunciar o fim dos contratos
© 2025 Criado com Edem Comunicação
O PortalBnu é o portal de Notícias da sua região. Fique atualizado com as principais notícias de Santa Catarina, Brasil e do Mundo.
(47) 93382-7016
Blumenau / SC / Brasil
redacao@portalbnu.com.br
Anuncie Whatsapp: (47) 99149-4520