Confira a nova coluna do doutor em Comunicação e Linguagens, Moisés Béio Cardoso
IA na Copa do Mundo: conheça as tecnologias que entram em campo
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O futebol continua sendo decidido por jogadores, técnicos e árbitros. Mas, cada vez mais, o jogo também passa pelas máquinas.
A Copa do Mundo de 2026 deve marcar um novo salto tecnológico no esporte. Sensores, inteligência artificial, rastreamento corporal, robôs e sistemas automatizados vão atuar em praticamente todos os ambientes do torneio. Do gramado aos estádios, da arbitragem ao controle de segurança, a competição se transformou em um enorme laboratório tecnológico global.
A inteligência artificial já saiu dos celulares e entrou definitivamente em campo. Fique com a gente e boa leitura!
A bola agora é conectada
Uma das tecnologias mais emblemáticas da nova Copa é a bola inteligente.
Ela terá sensores internos capazes de enviar dados em tempo real dezenas de vezes por segundo. Na prática, a bola passa a funcionar como um dispositivo conectado, fornecendo informações para os sistemas de arbitragem e análise do jogo.
Esses sensores ajudam a identificar toques, desvios e momentos exatos de contato com os jogadores. Isso é especialmente importante em lances de impedimento e decisões do VAR.
A bola literalmente “conversa” com o sistema de arbitragem. Vale frisar que a primeira vez que a bola com chip foi utilizada em uma Copa do Mundo aconteceu em 2022, no Catar; a diferença é que agora temos uma tecnologia que aproveita melhor as informações que ela fornece.
Impedimento semiautomático e avatares 3D
Outra tecnologia que deve ganhar ainda mais destaque é o impedimento semiautomático.
O sistema utiliza múltiplas câmeras espalhadas pelo estádio para monitorar a posição dos jogadores em tempo real. A inteligência artificial acompanha pernas, braços, tronco e movimentação corporal para identificar possíveis impedimentos com muito mais rapidez.
Além disso, jogadores terão versões digitais tridimensionais criadas instantaneamente pelo sistema. Esses avatares em 3D ajudam os árbitros a visualizar exatamente a posição corporal dos atletas no momento da jogada.
É como se a inteligência artificial reconstruísse digitalmente o lance em segundos.
O árbitro continua tomando a decisão final, mas agora com apoio massivo de dados e análise automatizada.
O rastreamento esquelético dos jogadores
Por trás dessas decisões existe outra tecnologia impressionante: o rastreamento esquelético.
A inteligência artificial consegue acompanhar dezenas de pontos do corpo dos jogadores, como joelhos, tornozelos, braços e cabeça. O sistema cria uma espécie de “esqueleto digital” em movimento.
Isso permite análises extremamente detalhadas de posicionamento, deslocamento e movimentação corporal.
Além de ajudar na arbitragem, esse tipo de rastreamento também pode ser usado para análise tática e desempenho esportivo.
A inteligência artificial como assistente invisível do árbitro
A arbitragem da Copa está cada vez mais cercada por sistemas inteligentes.
Hoje, a IA já ajuda a organizar imagens, selecionar ângulos rapidamente e acelerar revisões de lances. Em vez de depender apenas da observação humana, os árbitros passam a trabalhar com apoio constante de análise automatizada.
Na prática, a inteligência artificial funciona como uma espécie de assistente invisível acompanhando o jogo em tempo real.
Os estádios terão “gêmeos digitais”
Uma das tecnologias menos conhecidas da Copa é a criação dos chamados gêmeos digitais.
Os estádios terão versões virtuais funcionando em tempo real. Essas cópias digitais recebem informações constantemente sobre fluxo de pessoas, energia, temperatura, acessos, movimentação e segurança.
É como se cada estádio tivesse uma versão digital viva sendo monitorada por inteligência artificial.
O objetivo é prever problemas antes que eles aconteçam, melhorar a operação e aumentar a eficiência do evento.
Robôs Atlas e Spot devem virar celebridades da Copa
A Copa também deve chamar atenção pela presença dos robôs. Dois dos mais famosos são Atlas e Spot, desenvolvidos pela Boston Dynamics.
O Atlas é humanoide e consegue andar, correr e realizar movimentos complexos. Já o Spot, que lembra um “cachorro robô”, é usado em inspeções, monitoramento e operações automatizadas.
Além de demonstrações tecnológicas, robôs podem auxiliar em logística, segurança e monitoramento dentro dos ambientes da Copa.
O que antes parecia ficção científica agora faz parte de grandes eventos esportivos.
Reconhecimento facial e segurança inteligente
A Copa também será um enorme ambiente de vigilância digital.
Sistemas de reconhecimento facial e monitoramento automatizado devem ser usados para controle de acesso, identificação rápida de pessoas e gerenciamento de segurança.
A inteligência artificial consegue analisar movimentações, identificar padrões suspeitos e ajudar equipes de segurança em tempo real.
Isso aumenta a eficiência operacional, mas também levanta discussões importantes sobre privacidade e monitoramento em massa.
IA também ajuda a monitorar o corpo dos atletas
A inteligência artificial não atua apenas na arbitragem e segurança. Sistemas modernos conseguem analisar desgaste físico, intensidade de movimentação e até riscos de lesão dos jogadores.
Esses dados ajudam equipes técnicas a entender limites físicos, planejar treinos e até decidir substituições.
O corpo dos atletas também virou fonte constante de dados.
A tecnologia organiza até o lado de fora do estádio
A inteligência artificial também será usada para controlar filas, fluxo de torcedores e movimentação nos arredores dos estádios.
Esses sistemas conseguem prever congestionamentos, distribuir acessos e melhorar a circulação de pessoas.
A tecnologia não está apenas dentro do jogo. Ela passou a organizar praticamente toda a experiência da Copa.
A Copa virou um laboratório global de tecnologia
Grandes eventos esportivos sempre serviram como vitrines tecnológicas. Mas agora isso acontece em outro nível.
Muitas soluções testadas na Copa depois acabam chegando ao cotidiano das pessoas, em aeroportos, cidades inteligentes, aplicativos, sistemas de segurança e serviços digitais.
O futebol virou um palco global para tecnologias que futuramente entram na vida comum da sociedade.
Até onde vai a automação do futebol?
A tecnologia trouxe mais precisão, velocidade e capacidade de análise para o esporte. Muitos defendem que isso reduz injustiças e melhora o jogo.
Mas também existe uma discussão importante sobre até onde a automação deve avançar no futebol.
O esporte continua sendo humano. Emoção, erro, improviso e interpretação fazem parte da essência do jogo.
Mesmo assim, a cada Copa, sensores, algoritmos e inteligências artificiais ocupam um espaço maior dentro de campo.
A bola ainda entra no gol do mesmo jeito. Mas hoje, antes dela cruzar a linha, dezenas de sistemas inteligentes já estão observando cada movimento.
Entenda mais sobre o assunto assistindo ao vídeo abaixo:
Saiba mais sobre Moisés Béio Cardoso

“Sempre fui apaixonado pelas temáticas que envolviam a comunicação: vídeos, fotos, revistas, e eventos.”, diz Moisés Béio Cardoso, doutor em comunicação e linguagens. Ele nasceu em Blumenau no ano de 1977 e se destacou na área de comunicação e tecnologia.
Atualmente, ele é consultor de comunicação digital e palestrante. Além disso, atua como investidor e Trader na B3.
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