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Canetas emagrecedoras: como funcionam, riscos do emagrecimento rápido e a nova opção aprovada pela Anvisa

Todos os detalhes estão na nova coluna da nutricionista Dra. Camila Spinelli

A nutricionista Dra. Camila Spinelli trouxe explicações sobre os análogos do GLP-1, as famosas canetas emagrecedoras, na última coluna do PortalBnu, mas para entender um pouco melhor sobre como é o uso e a evolução da perda de peso, é preciso conhecer o processo de emagrecimento e enfatizar que a prescrição deve ser realizada por um médico, e o acompanhamento é fundamental para o emagrecimento saudável.

As canetas emagrecedoras são medicamentos injetáveis que funcionam de forma muito parecida com as canetas de insulina. Elas vêm com uma trava de segurança e, na ponta, uma agulhinha finíssima, aplicada na região abdominal, próxima ao umbigo. A agulha é tão delicada que praticamente não causa dor.

Dependendo do tipo de medicação, a aplicação pode ser diária ou semanal — e é justamente essa praticidade que tem atraído tanta gente. Após a aplicação, o medicamento age de forma prolongada no organismo, promovendo saciedade e redução do apetite.

Mas atenção: o uso sem orientação médica é um risco real. O ideal é contar com uma equipe multiprofissional — médico, nutricionista, profissional de educação física e psicólogo — para que o tratamento seja seguro e eficaz.

O emagrecimento rápido faz mal?

Sim, quando perdemos peso muito rapidamente, o corpo não elimina apenas gordura — elimina também músculo. E músculo não é só estética: é massa funcional, responsável pela força, energia e, principalmente, pela queima de gordura.

Dentro das células musculares estão as mitocôndrias, local onde ocorre a queimam da gordura. Quando há perda de massa muscular, essa capacidade diminui e com isso temos menor queima de gordura, mais dificuldade de manter o peso a longo prazo.

Outro ponto essencial é a hidratação. Quedas bruscas no peso podem indicar perda de água, não apenas de gordura — o que não é saudável nem sustentável.

O efeito rebote existe — e pode ser pior

Quem para com a caneta sem ter mudado hábitos alimentares e sem praticar exercícios físicos corre o risco de recuperar o peso perdido — e às vezes mais.

Por isso, a caneta sozinha não é solução. Ela precisa vir acompanhada de reeducação alimentar, atividade física e, idealmente, suporte psicológico para que a mudança de estilo de vida seja real e duradoura.

A nova opção no mercado: o que é a Ozivy?

Uma novidade importante chegou às farmácias brasileiras: a Ozivy, primeiro análogo de semaglutida de origem sintética aprovado pela Anvisa, desenvolvido pelo laboratório brasileiro EMS. Isso foi possível porque a patente da semaglutida original expirou em março, abrindo caminho para que outros laboratórios comercializem versões do princípio ativo.

A diferença principal está na molécula: enquanto a semaglutida já conhecida no mercado (como o Ozempic e Wegovy) é biológica — extraída de organismos vivos —, a Ozivy é sintética, produzida inteiramente em laboratório. O preço varia entre R$ 450 e R$ 1.000, dependendo do protocolo médico, bem mais acessível do que as versões importadas.

Ela é segura e foi aprovada pela Anvisa. Mas se será tão eficaz quanto as versões biológicas, ainda não é possível afirmar com certeza — os estudos comparativos ainda precisam ser publicados. O que se espera é que o resultado seja equivalente ou melhor, mas a ciência precisa confirmar.

O mais importante continua sendo o mesmo: procure orientação médica antes de iniciar qualquer tratamento com canetas emagrecedoras. A caneta pode ser uma ferramenta poderosa, mas só funciona bem quando faz parte de uma mudança real de estilo de vida.

Confira o conteúdo completo no vídeo abaixo:

Conheça mais sobre a nutricionista Dra. Camila Spinelli

Camila Leandra Bueno de Almeida Spinelli, nasceu em Blumenau e iniciou a vida acadêmica cursando Administração com habilitação em Marketing e, simultaneamente, o curso de Nutrição. 

A paixão falou mais alto e, em 2005, seguiu apenas a graduação de Nutrição na Univali e se mudou para Balneário Camboriú. Depois de se formar, retornou para Blumenau, onde mora e atua profissionalmente.

Hoje, além de ser professora, é palestrante, faz parte da bancada do Jornal da 106 no quadro Nutrição e Saúde, produz conteúdos sobre alimentação e nutrição no Instagram e atua como nutricionista em escola, asilo e consultório.

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