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“Esqueceram o principal”: especialista aponta erros em acidente fatal e reforça regras de segurança no rope jump
Morte de jovem de 21 anos durante salto em São Paulo reacendeu o debate sobre protocolos em esportes de aventura
PortalBnu
18 de junho de 2026
14:00
Foto: Reprodução / Redes Sociais
A morte de Maria Eduarda Rodrigues, de 21 anos, durante a prática de rope jump, em São Paulo, voltou a colocar em destaque a discussão sobre segurança nos esportes de aventura. O caso ganhou repercussão nacional depois da divulgação de imagens do acidente e levantou questionamentos sobre os procedimentos adotados pelos responsáveis pela atividade.
Em entrevista ao Jornal da 106, parceiro do PortalBnu, o fundador do Caminhos do Vale, Maicon Roberto Quadros, analisou o caso e apontou uma sequência de falhas que, segundo ele, poderiam ter sido evitadas com o cumprimento de protocolos básicos de segurança.
Com mais de 16 anos de experiência na área e atuando há mais de uma década com saltos de pêndulo na Ponte de Ferro, em Blumenau, Maicon afirmou ter ficado surpreso ao assistir às imagens.
“Eu quando recebi o vídeo achei que era brincadeira. Achei que era uma montagem. Não acreditei no começo, porque é muito básico. Pode acontecer algum acidente, esquecer um mosquetão, uma coisinha aberta, mas aquele ali foi muita coisa”, afirmou.
Segundo ele, embora ainda não exista uma norma específica para a modalidade de pêndulo (rope jump), há uma série de regras de gestão de segurança e procedimentos já consolidados no turismo de aventura que deveriam ser seguidos. Entre eles está o sistema de conferência dupla dos equipamentos antes da realização do salto.
“A gente sempre tem uma pessoa só para colocar o equipamento. Vem outra pessoa e verifica se está tudo certinho, se não está errado e se está preso”, explicou.
Para Maicon, a ausência desse tipo de verificação foi um dos fatores mais preocupantes observados no caso. “O certo é ter uma pessoa para conferir o equipamento antes dela chegar perto. Quando chega perto de uma área que já tem risco de queda, tem que estar preso”, destacou.
Equipamentos certificados e treinamento
Além dos protocolos operacionais, ele ressalta que a segurança também depende da utilização de equipamentos adequados e certificados para a atividade. “Todas as atividades de turismo de aventura são seguras se seguir certo o padrão, usar equipamento certificado”, afirmou.
Ele explica que capacetes, cintos de segurança, mosquetões e cordas precisam atender às exigências técnicas da modalidade. Também chama a atenção para a necessidade de substituição periódica dos equipamentos. “Eu troco os equipamentos a cada sete anos, que é a validade deles. Capacete, cinto de segurança, tudo dentro do prazo”, disse.
Outro ponto destacado é a qualificação da equipe responsável pela operação. “Tem muita gente que sai da área industrial e vai para a aventura achando que é quase a mesma coisa. Tem que ter treinamento específico”, observou.
Atenção também por parte dos participantes
Embora ressalte que a responsabilidade principal seja dos organizadores e condutores da atividade, Maicon defende que os participantes também devem observar os procedimentos adotados antes de realizar qualquer esporte de aventura.
A orientação é pesquisar a empresa, verificar seu histórico de atuação, conferir certificações, buscar avaliações e observar as condições dos equipamentos utilizados. “Se não se sentir segura, não faça”, aconselhou.
Confira todas as recomendações e dicas ao praticar um esporte radical no vídeo abaixo: