A Polícia Civil está na fase final de depoimentos do caso da jovem Maria Luiza Bogo Lopes e seu bebê, que faleceram no dia 2 de abril, no Hospital Santo Antônio, em Blumenau, após uma cirurgia de emergência.
Na final da tarde de quarta-feira, dia 22, era esperado o último depoimento do caso, do médico afastado pelo hospital, mas sua equipe jurídica entrou com novo pedido de adiamento. O delegado da Polícia Civil Aderlan Camargo, que assumiu a delegacia de Indaial nesta semana, analisa o pedido.
Ao todo, foram ouvidos quatro médicos do Hospital Beatriz Ramos e dois do Hospital Santo Antônio, além da enfermeira do posto de saúde do bairro Tapajós. Não há previsão de novos depoimentos.
Além dos profissionais de saúde, familiares da jovem também foram ouvidos. A investigação conta ainda com prontuários médicos e um laudo da Polícia Científica de Santa Catarina.
Após o último depoimento, o inquérito deve ser concluído em poucos dias.
Perícia encontra falhas nos atendimentos
O documento pericial apontou falhas em dois dos quatro atendimentos realizados no Hospital Beatriz Ramos, onde a paciente buscou ajuda com fortes dores. Segundo a Polícia Científica, a jovem deveria ter sido internada já na segunda visita, quando exames mostravam queda nas plaquetas, um quadro considerado de risco, especialmente por se tratar de uma gestação com diagnóstico de diabetes gestacional.
Segundo a apuração, o exame para dengue só foi realizado depois, já no Hospital Santo Antônio, em Blumenau, onde Maria Luiza passou por um parto de emergência. O resultado confirmou dengue hemorrágica. Nem a jovem nem o bebê resistiram.
O caso também é acompanhado pelo Conselho Regional de Medicina de Santa Catarina, que instaurou sindicância para apurar a conduta dos profissionais envolvidos. O Hospital Beatriz Ramos, de Indaial, emitiu nota afirmando que realiza apuração interna.