Santa Catarina pode ganhar mais uma santa reconhecida pela Igreja Católica. O nome em discussão é o da irmã Paulina Sens, religiosa que dedicou quase seis décadas ao atendimento de pacientes no Hospital Bom Jesus, em Ituporanga, no Alto Vale do Itajaí.
O primeiro passo para a abertura do processo de beatificação foi dado nesta semana, durante uma reunião realizada no hospital, que reuniu representantes da congregação, religiosos e membros da comunidade para discutir os encaminhamentos necessários junto ao Vaticano.
A iniciativa busca oficializar a causa de santidade da freira catarinense, que morreu em 22 de junho de 2002, aos 83 anos. A expectativa é que o início formal do processo seja anunciado no próximo dia 22 de junho, durante uma missa em homenagem aos 24 anos de sua morte.
Durante o encontro, foram debatidas as etapas iniciais exigidas pela Igreja Católica, como a coleta de documentos, escritos pessoais, objetos da religiosa e relatos de pessoas que conviveram com ela. Esse material servirá de base para avaliar a trajetória de fé, dedicação e possível reconhecimento de virtudes consideradas extraordinárias.
Natural de Santa Catarina, irmã Paulina Sens era formada em enfermagem e construiu sua vida no cuidado aos doentes. Atuou em cidades como Blumenau, Witmarsum, Presidente Getúlio e Ituporanga, mas foi no Hospital Bom Jesus que marcou sua história: trabalhou por 58 anos na instituição.
Antes de chegar ao Alto Vale, a religiosa também passou pelo Hospital Santo Antônio, em Blumenau, onde atuou em serviços domésticos. Mais tarde, mudou-se para Ituporanga para tratamento de saúde e passou a viver na Fraternidade Bom Jesus.
Caso avance no Vaticano, irmã Paulina Sens poderá se tornar a segunda santa ligada a Santa Catarina. Atualmente, o Estado já tem Santa Paulina, primeira santa brasileira canonizada pela Igreja Católica.