A Diocese de Rio do Sul proibiu a realização de campanha política dentro de igrejas, capelas, salões paroquiais e demais espaços ligados às comunidades católicas da região. A orientação vale para padres, lideranças religiosas, agentes de pastoral, movimentos e fiéis que utilizam estruturas da Igreja. O objetivo é impedir que templos e atividades religiosas sejam usados para promoção de candidatos, partidos ou grupos políticos durante o período eleitoral.
Pela orientação da Diocese de Rio do Sul, é permitido falar sobre cidadania, ética, participação política e temas sociais, mas está proibido o uso de igrejas e estruturas paroquiais para reuniões de campanha, distribuição de santinhos, discursos eleitorais ou qualquer ação que possa associar a instituição religiosa a uma candidatura.
A decisão foi divulgada em meio à aproximação das eleições de 2026 e acompanha um debate nacional. Recentemente, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiu pela cassação dos registros de candidatura de uma prefeita, do vice-prefeito e de um vereador na cidade de Votorantim, interior de São Paulo. A decisão considerou que um culto na Igreja do Evangelho Quadrangular foi utilizado como palco de promoção política, o que segundo o TSE, configura abuso de poder político e religioso.
A cassação pelo TSE envia sinal claro a candidatos, partidos e líderes religiosos: o uso de cultos, missas ou cerimônias para promoção eleitoral é passível de punição, ainda que não exista na lei um tipo penal específico para “abuso de poder religioso”.
A Diocese de Rio do Sul abrange 6 regiões pastorais, 31 paróquias e 437 comunidades, em 32 municípios do Alto e parte do Médio Vale do Itajaí.