Psicóloga especialista em luto explica como as datas comemorativas podem despertar sentimentos de tristeza, saudade e solidão
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Psicóloga especialista em luto explica como as datas comemorativas podem despertar sentimentos de tristeza, saudade e solidão

Flores, mensagens e reuniões em família fazem parte da rotina do Dia das Mães. Mas nem todos conseguem viver a data como um momento de celebração. Para quem vive um processo de luto, a data também pode intensificar certos sentimentos, como tristeza, solidão e desamparo. Segundo a psicóloga especialista em luto Simone de Borba Mantuani, o impacto emocional começa antes mesmo do segundo domingo de maio.

“O Dia das Mães em especial já começa a ser sentido pela pessoa que está vivendo um luto bem antes do dia acontecer. O mês de maio chega e já intensifica esses sentimentos”, explica.
Ela destaca que oluto não está ligado apenas à morte. “O luto só acontece quando há um rompimento de um vínculo significativo para a pessoa”, afirma.
Entre os chamados “lutos não reconhecidos”, Simone cita situações como separações conjugais, infertilidade, perda de um animal de estimação, aposentadoria e rompimentos afetivos. “São perdas que muitas vezes têm pouca visibilidade e pouco espaço de reconhecimento da sociedade”.
Em datas comemorativas, a pressão social para celebrar também pode gerar culpa em quem prefere se recolher. Para a especialista, não existe uma maneira correta de enfrentar o momento.
“Quem está vivendo uma perda muitas vezes quer ficar quietinho, quer ficar em silêncio, e isso é extremamente importante. […] Não existe um certo ou um errado para viver esta data. Existe o que faz sentido para cada um”, reforça.
Simone também chama atenção para o impacto das campanhas publicitárias e das redes sociais, que podem funcionar como gatilhos emocionais. Por isso, ela orienta que cada pessoa respeite seus próprios limites. “Se faz sentido silenciar, tudo bem. Se faz sentido celebrar, tudo bem também. É a pessoa que está vivendo o luto que vai dar sentido para aquela data”.
Além disso, o Dia das Mães pode ser delicado não apenas para quem perdeu alguém, mas também para pessoas que possuem relações difíceis com a maternidade. Segundo ela, filhos e mães que vivem relações distantes ou conflituosas também precisam respeitar os próprios sentimentos durante a data.
“Muitas vezes não passar o Dia das Mães junto pode ser mais positivo do que estar ali e despertar sentimentos e emoções indesejadas”, afirma. “Então é ficar em silêncio, se respeitar e fazer o que for possível nesse momento”.
Outro ponto levantado pela psicóloga é a ideia de que o luto teria um “prazo de validade”. Segundo ela, o processo não termina, mas se transforma ao longo da vida. “Nós trabalhamos com a ideia de que o luto nunca acaba. O luto vai se transformando ao longo da vida do sujeito”, explica. Ela ressalta ainda que o sofrimento pode afetar diferentes áreas da vida, como o emocional, o físico, o social e até a espiritualidade.
De acordo com Simone, sintomas físicos e emocionais também podem surgir durante períodos mais sensíveis, como datas comemorativas. Palpitações, alterações no sono e no apetite, lapsos de memória, isolamento social e fragilidade emocional podem fazer parte do processo de luto. O que precisa ser observado, segundo ela, é a intensidade e a duração desses sinais.
“Se esses sintomas estão causando dano para aquela pessoa, se ela está há muito tempo sofrendo de forma intensa ou se colocando em risco, é importante buscar ajuda profissional”, orienta. Ainda assim, ela reforça que nem toda pessoa enlutada precisará de acompanhamento psicológico. “Muitas formas de viver o luto podem ser consideradas naturais”, explica.
Outro momento frequentemente apontado como mais doloroso é o primeiro Dia das Mães depois da perda. Nesses casos, pequenos rituais podem ajudar algumas pessoas a atravessar a data, desde que façam sentido para elas. “Às vezes fazer aquela comida que a mãe gostava ou manter algum costume pode ajudar”, diz.
Para familiares e amigos, nesses momentos, o principal caminho é o acolhimento, sem frases prontas ou cobranças. “Muitas vezes falar não é o caminho, é mais se mostrar disponível, estar presente”, diz. “Perguntar ‘o que você precisa nesse momento?’ ajuda muito mais do que qualquer palavra”.

A psicóloga também reforça que crianças vivem o luto e precisam ser incluídas nesse processo de forma cuidadosa e adequada à idade. “Se a criança pergunta, é porque ela quer saber”, afirma. Segundo Simone, evitar o assunto na tentativa de proteger os pequenos pode fazer com que eles enfrentem a dor de forma isolada.
Por fim, ela defende que falar sobre a morte também é uma forma de refletir sobre a própria vida. “Falar da morte é lembrar que somos finitos. Mas falar da morte também mostra a vida, mostra que ainda temos a oportunidade de fazer diferente”, conclui.
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