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O que está por trás da possível paralisação dos caminhoneiros nesta quinta-feira?

Efeito cascata já preocupa setor e pode chegar direto ao consumidor

A possível paralisação dos caminhoneiros, prevista para acontecer nesta quinta-feira, dia 19, a partir das 13h, já acende um sinal de alerta em Santa Catarina. No estado, que é considerado altamente dependente do transporte rodoviário, qualquer interrupção na circulação de cargas pode ter efeitos diretos no abastecimento e no bolso do consumidor.

Nos últimos dias, o aumento expressivo no preço do diesel tem pressionado todo o setor. Em algumas regiões, o combustível já acumula alta superior a 13%, com relatos de reajustes ainda maiores pelo país. Segundo a Federação das Empresas de Transporte de Carga do Estado de Santa Catarina (Fetrancesc), como o diesel representa até metade do custo das operações, o impacto é imediato.

Diante desse cenário, a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) atualizou os pisos mínimos de frete, com reajustes que variam entre 4,8% e 7%. A medida busca equilibrar as contas, mas ainda gera tensão principalmente entre motoristas autônomos, que cobram maior fiscalização no cumprimento da tabela.

Em Santa Catarina, o momento já é considerado crítico por entidades do setor, que apontam uma combinação de custos elevados, baixa atividade econômica e problemas estruturais nas rodovias.

Em nota oficial, o SINDITAC de Navegantes confirmou a possibilidade de adesão à paralisação nacional e orientou “todos os motoristas e profissionais do transporte rodoviário de cargas a acompanharem as atualizações e a se manterem informados sobre os pontos de paralisação e orientações locais”.

Impacto para o consumidor

Caso a paralisação ganhe força, o efeito pode ser sentido rapidamente nas prateleiras. Isso porque o aumento no frete tende a ser repassado ao longo da cadeia produtiva, encarecendo alimentos, medicamentos e outros produtos essenciais.

Outro fator que agrava o cenário vem do mercado internacional. A escalada das tensões no Oriente Médio tem elevado o preço do petróleo, aumentando o risco de novos reajustes no diesel e até de problemas no abastecimento.

Segundo o presidente do SINPEB (Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo de Blumenau), Júlio Cézar Zimmermann, o momento é de atenção. “Pelo Estreito de Ormuz, passam mais de 20% do petróleo consumido no mundo. E quase 40% do diesel consumido no Brasil, é importado. A preocupação, se continuar essa guerra, será a falta de combustível e o preço nas alturas. Estamos torcendo para que a guerra termine logo. Se não terminar, dias piores virão“, afirma.

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