Astrônomos explicam como o eclipse lunar poderá ser observado no Brasil
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Astrônomos explicam como o eclipse lunar poderá ser observado no Brasil

O eclipse lunar da manhã desta terça-feira, dia 3, terá fase total, momento em que acontece a chamada Lua de Sangue, quando o satélite adquire coloração avermelhada ao ficar totalmente imerso na sombra da Terra. Em Blumenau e nas demais cidades do Sul do Brasil, porém, essa etapa não poderá ser observada.
O fenômeno começa às 5h44 (horário de Brasília), com a fase penumbral, ainda sem alteração perceptível no brilho da Lua. Às 6h50, tem início o eclipse parcial, quando a sombra escura da Terra passa a encobrir gradualmente o disco lunar. A fase total, que vai das 8h04 às 9h02, acontecerá quando a Lua já estiver abaixo do horizonte em todo o território brasileiro.
Segundo a astrônoma Dra. Josina Nascimento, do Observatório Nacional, todo eclipse total da Lua segue a sequência penumbral, parcial, total, parcial e penumbral. No caso deste evento, a geometria entre Sol, Terra e Lua fará com que o Brasil acompanhe apenas as fases iniciais, pouco antes do nascer do Sol.
Como o eclipse acontece no início da manhã, a Lua estará baixa no horizonte oeste e se pondo rapidamente. Em Santa Catarina, a observação será limitada a parte da fase parcial, dependendo das condições do tempo e da visibilidade do horizonte.
Nas regiões mais a oeste do país, o obscurecimento chegará a cerca de 96% do disco lunar, índice próximo da totalidade, mas ainda sem caracterizar um eclipse total visível. Já a fase em que a Lua adquire tonalidade avermelhada poderá ser acompanhada integralmente apenas em áreas mais a oeste do continente norte-americano.
Calendário astronômico de 2026
Apesar da ausência da Lua de Sangue completa, o ano reserva outros fenômenos relevantes para observadores no Hemisfério Sul, confira:
Principais chuvas de meteoros
Líridas (22 de abril): Com taxa média de cerca de 18 meteoros por hora, terá céu escuro favorável em 2026, especialmente na madrugada.
Eta Aquáridas (6 de maio): Tradicionalmente forte no Sul, mas a proximidade com a Lua Cheia poderá dificultar a visualização dos meteoros mais fracos.
Orionídeas (21 de outubro): Associada ao Edmond Halley, responsável pelo estudo do Cometa Halley, costuma apresentar atividade variável e boas condições de observação no Brasil.
Geminídeas (14 de dezembro): Considerada a chuva de meteoros mais intensa do ano, pode alcançar até 150 meteoros por hora no pico. Em 2026, a Lua estará pouco iluminada, favorecendo a observação.
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