“Vai morrer mais gente”: moradores cobram mais segurança na BR-470, em Gaspar
Morte registrada nesta semana reacende críticas à retirada dos controladores de velocidade e à falta de estrutura para pedestres
PortalBnu
17 de janeiro de 2026
Trecho da BR-470, em Gaspar - Foto: Edmilson Luis / Jornal da 106
A morte de Adilson Raitz dos Anjos, de 55 anos, na BR-470, em Gaspar, registrada nesta semana, evidenciou a falta de segurança no trecho para moradores. O acidente aconteceu no mesmo local onde anteriormente funcionavam lombadas eletrônicas, retiradas recentemente, e onde a comunidade cobra há mais de uma década a construção de uma passarela para pedestres.
Em entrevista ao Jornal 106, parceiro do PortalBnu, representantes da associação de moradores relataram que o risco é diário para quem precisa atravessar a rodovia. A BR-470 corta a rua Albertina Amábile, separando cerca de 250 famílias, mais de duas mil pessoas, de serviços básicos como escola, mercado e unidade de saúde.
“Crianças e idosos precisam atravessar correndo. Se a lombada estivesse funcionando, esse acidente não teria acontecido”, afirmou Douglas, presidente da associação de moradores.
Segundo ele, a luta por melhorias começou há mais de dez anos. Depois da pressão da comunidade, lombadas eletrônicas chegaram a ser instaladas em caráter emergencial, mas foram desativadas com o encerramento do contrato. Recentemente, todos os equipamentos foram retirados, o que, de acordo com os moradores, aumentou drasticamente o perigo no local.
Além da ausência de controle de velocidade, a falta de uma passarela é apontada como o principal problema, uma vez que o projeto da duplicação não contemplou as passarelas. “E se não colocar passarela ou nada eletrônico, não fazer alguma coisa, vão morrer muito mais pessoas. Até quando as famílias vão perder pessoas queridas na BR-470?”, aponta Douglas.