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Prefeito de Balneário Piçarras é preso em operação da Polícia Civil

Operação Regalo investiga esquema de corrupção, fraude em licitações e pagamento de propina em contratos públicos no Litoral Norte de Santa Catarina.

O prefeito de Balneário Piçarras, Tiago Baltt (MDB), foi preso preventivamente na manhã de terça-feira, dia 19, durante a Operação Regalo, deflagrada pelo Ministério Público de Santa Catarina. Ele estava num apartamento alugado em Brasília/DF. A ação também cumpriu outros cinco mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão em Indaial, Timbó e mais oito cidades catarinenses, além de uma no Mato Grosso.

A investigação é conduzida pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (GAECO) e pelo Grupo Especial Anticorrupção (GEAC). O ex-prefeito de São João Batista, Pedro Alfredo Ramos, o Pedroca (MDB), também foi alvo de mandados de busca e apreensão. Empresários suspeitos de participar do esquema também foram presos. As ordens judiciais atingiram ainda servidores públicos, ex-servidores e agentes políticos.

Segundo o MPSC, a investigação apura crimes de organização criminosa, corrupção ativa e passiva, fraude à licitação e lavagem de dinheiro em contratos públicos ligados às prefeituras de Balneário Piçarras e São João Batista.

As apurações começaram em 2024 e apontam indícios de atuação conjunta entre um grupo político e empresários em contratos de obras e urbanização da Orla Norte de Piçarras, além de outros serviços públicos.

De acordo com a investigação, o esquema previa o pagamento de propina equivalente a 3% dos contratos ligados ao município de Piçarras. O Ministério Público estima que os valores pagos indevidamente tenham causado prejuízo de cerca de R$ 485 mil aos cofres públicos apenas naquele município.

Mandados também foram cumpridos em Itajaí, Biguaçu, Itapema, Tijucas, Porto Belo, Bombinhas e também em Colíder, no Mato Grosso.

Durante a operação, foram apreendidos dois veículos, 27 celulares, notebooks, HDs, documentos, uma arma de fogo e mais de R$ 59 mil em dinheiro.

O MPSC informou ainda que a Justiça determinou o bloqueio de valores considerados fruto do pagamento de propina, com objetivo de ressarcir os cofres públicos.

A investigação segue em sigilo.

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