Polícia Civil marca pela terceira vez o depoimento do último profissional a ser ouvido antes da conclusão do inquérito.
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Polícia Civil marca pela terceira vez o depoimento do último profissional a ser ouvido antes da conclusão do inquérito.

A Polícia Civil de Santa Catarina negou todos os pedidos de diligência apresentados pela defesa do médico para adiar mais um depoimento no caso da jovem grávida Maria Luiza Bogo e sua bebê, de Indaial, que faleceram em Blumenau, em abril. O profissional é a última pessoa a ser ouvida antes do fechamento do inquérito.
A defesa protocolou um documento com 57 páginas solicitando uma série de medidas antes do depoimento. O conteúdo dos pedidos não foi detalhado pela polícia, mas na terça-feira, dia 28, o delegado Aderlan Camargo, responsável pelo caso, rejeitou integralmente as solicitações.
Com isso, o depoimento foi remarcado pela terceira vez e deve ocorrer nesta quinta-feira, dia 30. Inicialmente, o médico seria ouvido no dia 17 de abril, mas pediu adiamento. A Polícia Civil aceitou e transferiu para o dia 22. Na sequência, a defesa apresentou o novo pedido de diligências, agora negado.
O profissional está afastado do Hospital Beatriz Ramos desde que o caso veio à tona.
Paralelamente, o Conselho Regional de Medicina de Santa Catarina (CRM-SC) abriu sindicância para apurar a conduta dos profissionais envolvidos no atendimento.
Relembre o caso
O caso da jovem Maria Luiza Bogo Lopes, de 18 anos, começou no fim de março e terminou de forma trágica no início de abril, após uma sequência de atendimentos médicos.
28 de março (sábado) – Maria Luiza começa a sentir dores pelo corpo e mal-estar, primeiros sinais relatados pela família.
30 de março (segunda-feira) – Dois dias depois, procura pela primeira vez o Hospital Beatriz Ramos, em Indaial. É atendida na obstetrícia, recebe medicação, soro e realiza exames de sangue e urina, que não apontam alterações.
31 de março (terça-feira) – Com os sintomas persistindo, retorna ao hospital. Novamente é medicada e liberada após atendimento.
Entre 30 de março e 2 de abril – Ao todo, Maria Luiza busca atendimento quatro vezes na unidade de Indaial, sempre com queixas de dores e agravamento do quadro clínico.
2 de abril (quinta-feira) – Com piora significativa, a jovem é encaminhada para o Hospital Santo Antônio, em Blumenau, onde passa por uma cesariana de emergência. A bebê nasce sem sinais vitais e Maria Luiza morre horas depois na UTI.
O atestado de óbito aponta complicações graves, como coagulação intravascular disseminada, descolamento prematuro de placenta e síndrome de HELLP, embora as circunstâncias que levaram a esse quadro ainda sejam investigadas.
Após a morte, a família registrou boletim de ocorrência.
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