O homem condenado pelo assassinato de Neuza Grassmann, em Blumenau, foi encontrado morto dentro de uma cela do Complexo Penitenciário de São Pedro de Alcântara, na Grande Florianópolis.
Adilson Tognolli morreu na noite de segunda-feira, dia 14, enquanto cumpria pena pela morte da companheira. A Secretaria de Estado da Justiça e Reintegração Social (Sejuri) não informou a causa da morte. A Polícia Civil foi comunicada e a Polícia Científica realizou os procedimentos periciais. As circunstâncias do caso serão apuradas.
Tognolli havia sido condenado pelo Tribunal do Júri de Blumenau, em novembro de 2018, a 22 anos de prisão em regime fechado pelo feminicídio de Neuza. Também recebeu pena de 4 meses e 15 dias pelo uso de falsa identidade.
O crime em Blumenau
Neuza foi encontrada morta em uma quitinete na Rua Alexandre Krenkel, no bairro Salto do Norte, em 9 de janeiro de 2017. Ela tinha um corte no pescoço. Uma das filhas encontrou o corpo depois de passar dias tentando localizar a mãe, que não dava notícias. Na época, Tognolli estava foragido da Penitenciária de São Pedro de Alcântara, após não retornar de uma saída temporária. Segundo a investigação, ele utilizava o nome falso de Luciano Cabrau.