Crime não foi forjado pela vítima, mas criminosos teriam errado o alvo do roubo
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A Polícia Civil concluiu a investigação sobre o roubo registrado em 24 de novembro do ano passado, na rua 25 de Agosto, no bairro Fortaleza, em Blumenau. O caso teve grande repercussão porque, no momento do crime, a vítima — criador de conteúdo para redes sociais — realizava uma transmissão ao vivo no TikTok.
Nesta quarta-feira, dia 15, foram cumpridos dois mandados contra envolvidos na execução do crime — sendo um deles adolescente — e também contra o suspeito de planejar a ação e recrutar os executores. Um dos autores segue foragido, após não retornar da saída temporária.
Os mandados de prisão foram cumpridos em Itajaí, enquanto o mandado de internação foi executado em Timbó Grande.
De acordo com a Polícia Civil, três criminosos invadiram o imóvel e renderam os moradores com o uso de uma arma de fogo. Foram levados celulares e um veículo Audi A3, que foi recuperado pouco tempo depois. A vítima alega que os assaltantes pegaram o celular dele, pediram as senhas dos bancos, dinheiros e joias. No entanto, a vítima afirmou que não tinha nenhuma joia. Neste momento, os assaltantes perguntaram qual era o nome dele. Ao perceberem que o homem tinha um nome diferente do que estavam procurando, eles amarraram a vítima e trancaram ele no banheiro. Como o assalto foi transmitido ao vivo, algumas pessoas próximas ao streamer foram até a casa dele para averiguar a situação e também foram rendidas pelos assaltantes.
Ao longo das investigações, sete pessoas foram identificadas como participantes do crime. Além dos três autores que entraram na residência, os policiais apontaram o responsável por planejar a ação e recrutar os envolvidos, quem fez o transporte e deu apoio na fuga, o financiador do crime e ainda uma pessoa que auxiliou após o delito.
As apurações também indicaram que a maioria dos envolvidos saiu do litoral catarinense com o objetivo específico de praticar o crime em Blumenau. Todos possuem antecedentes criminais. Na época dos fatos, dois deles estavam foragidos e um cumpria o benefício da saída temporária.
Os investigados com participação indireta — como transporte, financiamento e apoio logístico — foram formalmente indiciados, mas permanecem em liberdade. Isso porque o pedido de prisão foi negado pela Justiça, que considerou as medidas inadequadas e desproporcionais.
Outro ponto esclarecido pela investigação é que, ao contrário do que circulou nas redes sociais na época, o crime não foi forjado pela vítima para gerar engajamento. A Polícia Civil concluiu que houve, na verdade, um erro de alvo: os criminosos pretendiam roubar o proprietário das quitinetes, que mora ao lado, e não o inquilino que acabou sendo vítima.
O inquérito policial foi finalizado e encaminhado ao Ministério Público.
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