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A cremação vem ganhando espaço no Brasil e já deixou de ser um tabu para muitas famílias, estando cada vez mais presente nas conversas e nas decisões de planejamento funerário. Mas, apesar do procedimento ser considerado mais moderno, prático e visto como mais sustentável, nem todos podem ser cremados, mesmo quando esse era o desejo do falecido.
“Há diversas situações que podem impactar na realização da cremação, sendo que a principal delas é a causa da morte. Causas de morte violenta requerem autorização judicial para execução”, explica Fabiana Adamowski, gerente de relacionamento do Grupo Jardim da Saudade.
O desconhecimento dessa e de outras regras pode gerar frustração justamente em um dos momentos mais delicados para as famílias. Segundo ela, já houve casos em que a cremação precisou ser negada por falta de autorização judicial em mortes sob investigação.
Quem pode e quem não pode ser cremado
No Brasil, a cremação é regulamentada pela Lei Federal nº 6.015/1973 e permitida desde que alguns critérios sejam atendidos. Além da documentação básica, o procedimento não pode ser realizado automaticamente em casos de morte violenta, suspeita ou que possa exigir exumação futura.
Outro ponto sensível envolve a manifestação de vontade do falecido. Caso a pessoa não tenha registrado formalmente o desejo de ser cremada e não haja familiar próximo ou responsável legal que autorize o procedimento, a cremação pode ser impedida, mesmo que essa vontade tenha sido expressa verbalmente em vida.
Por outro lado, o planejamento pode evitar qualquer impedimento. “Tivemos um caso de uma cliente que veio da Irlanda e não tinha parentes no Brasil, ela comprou antecipadamente seu plano preventivo de cremação e deixou com o Jardim da Saudade uma declaração prévia da vontade de ser cremada. Quanto o óbito aconteceu, anos depois, seus amigos próximos conseguiram realizar o seu desejo devido ao fato dela ter feito a formalização da sua manifestação de vontade”, relembra.
Por que a cremação vem ganhando espaço

De acordo com projeções da consultoria internacional Business Research Insights, o mercado global de cremação deve movimentar cerca de US$ 5,39 bilhões até 2033, com uma taxa média de crescimento anual de 5,52%. Um dos principais impulsionadores, como aponta o estudo, é a busca por soluções mais acessíveis e o aumento da conscientização ambiental.
O fator ambiental, aliás, tem um peso muito grande. Dados do mesmo relatório indicam que 63% das famílias que optam pela cremação levam em consideração alternativas ecológicas, isso porque a cremação reduz o uso de grandes áreas de solo e diminui riscos de contaminação do lençol freático.
Na região, esse movimento acompanha uma tendência geracional observada no atendimento funerário local. “Hoje, a cremação já deixou de ser uma opção alternativa e se tornou uma escolha cada vez mais comum, especialmente em Blumenau e no Vale do Itajaí. E esse crescimento é baseado nas mudanças culturais e religiosas, valor acessível, busca por praticidade para resolver um óbito na família e maior acesso à informação. Atualmente, muitas famílias já chegam ao atendimento seguras da escolha pela cremação”, resume Fabiana.
Como funciona o processo de cremação

O processo é padronizado e segue etapas bem definidas. Ele acontece em três etapas principais:
1. Preparação
O corpo é identificado, higienizado e colocado em um caixão, mesmo para a cremação. Objetos metálicos, próteses e dispositivos como marca-passos são retirados por segurança.
2. Cremação
A urna é levada ao forno crematório, onde a temperatura inicial gira em torno de 750°C, podendo ultrapassar 1.000°C durante o processo. A cremação leva, em média, de duas a três horas, variando conforme o caso.
3. Destino das cinzas
Depois do resfriamento e da trituração, as cinzas são colocadas em uma urna cinerária e entregues à família. “Em relação ao destino das cinzas, era comum no passado as famílias fazerem a aspersão das cinzas na natureza ou então guardarem as cinzas em casa. As cinzas também podem ser guardadas em um cemitério para que a família tenha um lugar de referência da memória, podendo visitar e fazer orações”, comenta.
Além disso, é possível fazer jóias memorialísticas e até diamantes a partir das cinzas.
A importância de formalizar
Para que a cremação aconteça, alguns documentos são indispensáveis:
Fabiana completa destacando a importância da pessoa comunicar a família sobre sua decisão, evitando surpresas no futuro, além de buscar orientação profissional, para garantir tranquilidade para a família e um processo seguro, sem conflitos ou impedimentos legais.
*Conteúdo oferecido por: Grupo Jardim da Saudade
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