Em Blumenau, cerca de 800 equipamentos passaram por testes automáticos e manuais; urnas também terão novas funções para facilitar a votação
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Em Blumenau, cerca de 800 equipamentos passaram por testes automáticos e manuais; urnas também terão novas funções para facilitar a votação

Antes de aparecer na frente do eleitor no dia da eleição, a urna eletrônica passa por uma bateria de testes. Em Blumenau, esse trabalho já começou. Cerca de 800 equipamentos que serão utilizados nas Eleições Gerais de 2026 foram recebidos pela Justiça Eleitoral e passaram, nas últimas semanas, por verificações para garantir que tudo esteja funcionando corretamente.
Mas, afinal, o que é testado em uma urna eletrônica?
A Justiça Eleitoral de Blumenau realizou, na segunda quinzena de agosto, uma série de testes nos equipamentos. O procedimento é feito de forma automatizada e verifica os diferentes componentes de hardware que integram a urna.
O sistema executa vários ciclos de testes, levando os componentes a diferentes situações de funcionamento para identificar possíveis falhas. A ideia é encontrar qualquer problema antes do dia da votação.
Além dessa etapa automática, existe também o chamado teste do operador. Nesse caso, servidores da Justiça Eleitoral fazem uma verificação manual da urna, conferindo itens como teclas, tela e outros componentes utilizados pelo eleitor.
Além dos testes, quem votar nas próximas eleições também vai perceber algumas mudanças na interface da urna eletrônica.
A Justiça Eleitoral redesenhou as telas para tornar a votação mais acessível e intuitiva. Entre as novidades estão uma nova fonte, mudanças na organização das informações e uma barra de progresso que ficará na parte superior da tela.
A barra funciona como uma espécie de “mapa” da votação. Ela permite que o eleitor acompanhe quais cargos já foram votados e quais ainda aparecerão na tela.

A adoção da tecnologia nas eleições brasileiras foi uma resposta a problemas e fraudes que marcaram diferentes etapas do processo eleitoral ao longo da história.
O sistema eletrônico também permite que a votação seja submetida a diferentes mecanismos de auditoria e fiscalização, realizados antes, durante e depois das eleições.
Um dos mecanismos é o Teste Público de Segurança dos Sistemas Eleitorais, conhecido como Teste Público da Urna. Realizado no ano anterior às eleições, ele reúne especialistas para tentar identificar possíveis fragilidades nos equipamentos e sistemas utilizados pela Justiça Eleitoral.
Quando algum ponto de melhoria é encontrado, a Justiça Eleitoral pode trabalhar na correção e realizar novos testes antes da eleição.
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