Resumo Rápido
A Globo anunciou na noite desta quinta-feira, 1º, o cancelamento do debate presidencial que estava marcado para as 21h30.
O motivo foram duas decisões judiciais: uma do TSE, sobre a ausência de Lula, e outra do STF, que incluiu Renan Santos (Missão).
Flávio Bolsonaro (PL) já tinha desistido de participar antes do cancelamento.
O primeiro turno acontece neste domingo, 4 de outubro.
Por que a Globo cancelou o debate?
A TV Globo cancelou o debate depois de receber duas decisões judiciais que alteraram as regras do encontro poucas horas antes do início previsto. Ao justificar o cancelamento, a emissora afirmou que as decisões tomadas pouco antes do programa provocaram “insegurança jurídica” e representaram, na avaliação da emissora, uma “interferência indevida” na liberdade dos veículos de comunicação para organizar debates eleitorais.
Quais foram as decisões judiciais?
A primeira veio do TSE. A ministra Estela Aranha atendeu a um pedido do PT e proibiu a Globo de exibir o púlpito vazio de Lula durante o debate. O presidente dará uma entrevista ao Flow Podcast no mesmo horário.
A segunda veio do STF. O ministro Gilmar Mendes determinou a inclusão de Renan Santos (Missão) no debate. Horas antes, o presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, havia negado um pedido do próprio Missão para obrigar a Globo a convidar Renan. Pelas regras eleitorais citadas pela Globo, o convite obrigatório alcança candidatos de partidos com pelo menos cinco parlamentares, critério pelo qual a emissora havia chamado Augusto Cury (Avante), Flávio Bolsonaro (PL), Ronaldo Caiado (PSD) e Lula. O Missão tem apenas um parlamentar no Congresso.
O que disse Flávio Bolsonaro?
Antes do anúncio da Globo, o candidato do PL avisou nas redes que não iria ao debate. Em publicação no X, ele atribuiu a decisão à “censura imposta ao evento pelo TSE”.
O que muda para a eleição?
O cancelamento deixa a campanha presidencial sem seu último debate televisionado antes do primeiro turno. O programa seria mediado por César Tralli e transmitido pela TV Globo, g1 e GloboNews.