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Dentro de casa e por conhecidos: dados expõem a realidade do feminicídio em SC

Levantamento inédito do Ministério Público de Santa Catarina detalha padrões da violência contra mulheres

O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) lançou, nesta semana, o Mapa do Feminicídio em Santa Catarina, em coletiva promovida pela Acert e acompanhada pelo PortalBnu e pela Rádio 106. O levantamento reúne, pela primeira vez, uma análise aprofundada de todos os casos de mortes violentas de mulheres no estado, cruzando dados oficiais, depoimentos e históricos dos processos para identificar padrões, fatores de risco e impactos sociais desses crimes.

estudo revela que Santa Catarina tem uma taxa de 1,71 feminicídio a cada 100 mil mulheres, que é acima da média nacional, de 1,4. Em Blumenau, o índice é menor, de 1,52. Ainda assim, os números não afastam a gravidade do problema, que segue presente e, muitas vezes, invisível dentro das próprias casas.

Isso porque o mapa confirma um padrão já conhecido, mas ainda alarmante. Cerca de 71% dos feminicídios são classificados como íntimos, ou seja, cometidos por companheiros ou ex-companheiros. Em 76,4% dos casos, o crime acontece dentro da residência da vítima. Além disso, quase 69% das mulheres assassinadas já tinham histórico de violência, muitas vezes sem registro formal nos sistemas de proteção.

Blumenau não foge do padrão

(Da esquerda para a direita: Ingrid, irmã de Eveline, os filhos e Eveline)

Mesmo com taxa inferior à média estadual, Blumenau aparece no mapa não apenas nos números, mas também nas histórias que ajudam a dimensionar o impacto do feminicídio. Um dos casos destacados é o de Eveline, que foi assassinada aos 37 anos a facadas pelo marido, em 4 de março de 2024, dentro de casa e na frente dos filhos pequenos.

A partir desse crime, o levantamento também destacou um aspecto muitas vezes invisibilizado: os órfãos do feminicídio. Os filhos de Eveline, que presenciaram o assassinato, passaram a viver com os avós deppis de perderem a mãe e terem o pai preso e condenado.

Eles fazem parte dos 45,6% dos casos em que há testemunhas, situações que entram nas estatísticas. Sem políticas públicas estruturadas e acompanhamento contínuo, muitos desses jovens ficam à margem da rede de proteção.

Conheça mais da história de Eveline abaixo:

Para além dos números

O Mapa do Feminicídio também apresenta outros três casos emblemáticos no estado, que ajudam a entender como a violência se manifesta em diferentes contextos. Entre eles, o de Ana Kémilli, adolescente de 14 anos assassinada no interior; o de Mônica, que viveu três décadas em um ciclo de violência antes de ser morta; e o de Catarina Kasten, vítima de feminicídio em um caso envolvendo um agressor desconhecido.

Confira todas as histórias abaixo:

  • Ana Kémilli
  • Mônica

Catarina Kasten

Confira todas as estatísticas de feminicídio no estado aqui.

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