Confira a nova coluna do doutor em Comunicação e Linguagens, Moisés Béio Cardoso
Confira a nova coluna do doutor em Comunicação e Linguagens, Moisés Béio Cardoso

A cada ano parece que damos um salto tecnológico de uma década. A inteligência artificial, os robôs domésticos, os assistentes virtuais e as ferramentas de segurança digital já fazem parte da nossa rotina. E tudo indica que 2026 será um ano em que essas tecnologias vão deixar de ser novidade para se tornarem parte natural do dia a dia.
Com base em tendências que já estão acontecendo, além de testes e projetos em andamento no Brasil e no mundo (e aquele otimismo para que a tecnologia melhore nossa vida), reunimos as previsões mais prováveis para o próximo ano. Fiquei com a gente e boa leitura!
Atendimento feito por robôs
O atendimento ao público deve mudar bastante em 2026. Robôs com voz natural e conversa fluida vão realizar grande parte das ligações e atendimentos. A diferença é que, ao contrário dos atendimentos automáticos antigos, esses robôs serão treinados para demonstrar paciência, empatia simulada e rapidez nas soluções.
O público tende a aceitar melhor esse tipo de atendimento porque será mais eficiente e menos frustrante do que falar com um atendente desmotivado ou sobrecarregado. Empresas já testam esse modelo hoje e, em 2026, a tendência é que ele seja mais visto no dia a dia e gradativamente ganhe escala.
A palavra secreta da família para evitar golpes

Golpes com inteligência artificial estão ficando cada vez mais sofisticados. Criminosos conseguem clonar vozes, criar vídeos falsos e simular chamadas de vídeo que parecem reais. Por isso, muitas famílias devem adotar uma palavra secreta para confirmar emergências verdadeiras.
Funciona assim: se alguém ligar dizendo que está em perigo ou pedindo dinheiro, a pessoa do outro lado só acredita se a palavra secreta for dita. Essa simples estratégia evita perdas financeiras e protege especialmente idosos e crianças.
É provável que, em 2026, essa prática seja tão comum quanto ter seguro no celular ou senha no banco.
IA expert: assistentes altamente especializados
A tendência dos próximos anos é o surgimento de inteligências artificiais especializadas em uma única área. Serão versões treinadas profundamente em temas específicos como medicina, nutrição, direito, educação ou finanças.
Diferente de um chatbot generalista, uma IA expert será capaz de fornecer respostas mais precisas, recomendar exames, revisar documentos jurídicos, montar dietas e até auxiliar professores em sala de aula.
Empresas, órgãos públicos e até hospitais já testam esse modelo. Em 2026, ele deve ser mais visto em funcionamento, isso ajudará a quebrar preconceitos e coletar feedback para aperfeiçoar o sistema.
Robôs que se tornam amigos e até namorados

Robôs sociais estão evoluindo muito rápido. Em 2026, é provável que mais pessoas desenvolvam relacionamentos afetivos com máquinas. Isso inclui desde amizades até vínculos românticos.
O impacto será maior entre crianças, já que robôs voltados para educação e companhia devem se tornar o primeiro amigo de muitos pequenos. A despedida ou troca desses robôs pode causar impacto emocional real.
Entre adultos, robôs sociais podem servir como apoio emocional, companhia para pessoas que moram sozinhas (principalmente idoso) e até parceria no dia a dia.
Drones e câmeras com IA espalhados pelas cidades
Eventos como a Oktoberfest de Blumenau já utilizaram drones com inteligência artificial para monitorar multidões e identificar focos de problemas rapidamente. Florianópolis, São Paulo e outras cidades já testam sistemas parecidos.
Em 2026, veremos mais câmeras inteligentes analisando ruas, praças e transporte público. A expectativa é de redução de crimes de rua, especialmente furtos e assaltos em áreas movimentadas.
Esse tipo de tecnologia deve gerar debates sobre privacidade e limites éticos, mas a tendência é de crescimento.
Robôs no patrulhamento da polícia

Além das câmeras, robôs físicos vão ganhar espaço na segurança pública. Serão robôs humanoides e cães robôs capazes de patrulhar ruas, entrar em locais perigosos e coletar dados em tempo real e até neutralizar alguma ameaça. Já circulam pela internet vídeos de robôs humanoides lutando e com uma estrutura reforçada focada em combate corpo a corpo.
Eles podem substituir totens de vigilância fixos, oferecendo mobilidade e resposta rápida. O objetivo é garantir a segurança dos policiais humanos e aumentar a eficiência no atendimento de ocorrências.
Diversos países já usam esse tipo de robô e o Brasil deve iniciar seus primeiros testes de forma mais ampla na segurança pública em 2026. Acredito que em alguma cidade chave, o serviço será implantado como modelo de teste.
Saúde preventiva digital
Roupas inteligentes, relógios e sensores corporais vão monitorar a saúde de forma contínua. A inteligência artificial será capaz de cruzar dados como batimentos, temperatura, sono, alimentação e sinais de estresse para prever riscos de doenças.
Isso permite diagnósticos mais precoces e redução de internações. Em 2026, a saúde digital deixa de ser luxo e se torna rotina, especialmente em planos de saúde e aplicativos de bem-estar.
Trabalho híbrido 2.0

As reuniões online vão evoluir para ambientes imersivos com hologramas e avatares realistas. As equipes poderão interagir em espaços virtuais como se estivessem na mesma sala.
A IA vai ajudar a organizar tarefas, distribuir demandas e acompanhar o desempenho, funcionando como uma espécie de gerente digital. Essa mudança deve transformar o formato do home office e da colaboração remota.
Essa é a expectativa do ponto de vista tecnológico, mas ela também passará pelas decisões corporativas que no último ano fomentou o retorno dos trabalhadores remotos para o modelo presencial.
Casas mais inteligentes e autônomas
Geladeiras, fogões, fechaduras e iluminação vão agir de maneira integrada, com uma IA que aprende o comportamento da família. Ela ajusta a luz, economiza energia, identifica riscos e cuida da segurança da casa.
Em 2026, veremos casas que avisam sobre vazamentos, quedas, esquecimentos e tentativas de invasão antes mesmo do morador notar.
Conteúdos hiperpersonalizados
Plataformas digitais vão criar filmes, músicas e histórias sob demanda com base no gosto de cada usuário. Essa personalização extrema deve revolucionar o consumo de entretenimento.
O que hoje é feito apenas em textos deve chegar ao audiovisual com rapidez.
Conclusão
A tecnologia de 2026 será marcada pela presença constante da inteligência artificial em todos os ambientes. Ela estará no trabalho, em casa, nas ruas, no atendimento ao consumidor e até nas relações pessoais.
A grande mudança não é o avanço das máquinas, mas o fato de que elas passam a entender melhor as pessoas do que nunca. Cabe a cada um decidir como usar essas ferramentas de forma responsável, saudável e equilibrada.
Por hoje ficamos por aqui, desejando a todos os leitores um Feliz Ano Novo, nos vemos em 2026. Valeu!
Saiba mais sobre Moisés Béio Cardoso

“Sempre fui apaixonado pelas temáticas que envolviam a comunicação: vídeos, fotos, revistas, e eventos.”, diz Moisés Béio Cardoso, doutor em comunicação e linguagens. Ele nasceu em Blumenau no ano de 1977 e se destacou na área de comunicação e tecnologia.
Atualmente, ele é consultor de comunicação digital e palestrante. Além disso, atua como investidor e Trader na B3.
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