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No começo de cada ano, milhares de pessoas iniciam a busca por novas oportunidades de trabalho. Esse é um momento de expectativa, esperança e, muitas vezes, urgência. Infelizmente, é também quando os golpistas aproveitam a maior movimentação no mercado para aplicar fraudes que parecem cada vez mais profissionais. Uma delas é o golpe da entrevista de emprego, que cresceu de forma preocupante no último ano.
Segundo o Mapa da Fraude da empresa de cibersegurança PSafe, golpes envolvendo vagas falsas e roubo de dados aumentaram 21% no Brasil em 2024. O número reforça a importância de entender como esses criminosos atuam e quais sinais ajudam a identificar uma oferta enganosa. Hoje vamos entender como tudo isso funciona, fique com a gente e boa leitura!
Como o golpe começa?
Tudo costuma se iniciar com uma oportunidade aparentemente legítima. O golpista entra em contato por WhatsApp, Telegram, Instagram, e-mail ou até LinkedIn. A vaga é descrita com detalhes, muitas vezes usando logos e nomes reais de empresas conhecidas, o que passa uma sensação de profissionalismo.
A comunicação é sempre educada e feita de maneira convincente. Eles sabem criar urgência e, ao mesmo tempo, transmitir confiança. Isso faz com que muitas vítimas sequer desconfiem de que algo está errado no primeiro contato.
A falsa entrevista
O passo seguinte é a entrevista, geralmente por videochamada. O criminoso se comporta como um recrutador real, faz perguntas sobre a experiência profissional e explica supostos detalhes da vaga. Em alguns casos, até envia um “material de onboarding” ou um documento falso com instruções preliminares.
Nesse momento, a vítima relaxa. Ela acredita que está participando de um processo seletivo legítimo e tende a cooperar com qualquer solicitação feita pelo entrevistador.
O pedido de documentos e biometria
Com a confiança estabelecida, os golpistas passam a fazer pedidos que, à primeira vista, parecem apenas formalidades. Eles solicitam foto do documento, selfie segurando o documento, gravação de voz ou até vídeos rápidos para “verificação de identidade”.
Esses materiais, no entanto, não têm nada a ver com um processo seletivo real. Eles servem para que o criminoso abra contas bancárias digitais, solicite empréstimos, valide cadastros fraudulentos ou até cometa outros crimes usando o nome da vítima.
A popularização das inteligências artificiais tornou esse cenário ainda mais perigoso. Hoje, com poucos dados, é possível replicar a voz da pessoa, gerar documentos falsos ou criar identidades muito convincentes.
O golpe do código do WhatsApp
Em muitos casos, os criminosos ainda adicionam um passo extra. Eles enviam um código por SMS dizendo que ele faz parte do processo de validação da entrevista. A vítima, acreditando estar cumprindo um procedimento normal, repassa o número.
Esse código, porém, é o código de verificação do próprio WhatsApp da vítima. Ao fornecê-lo, ela perde o acesso à conta, que passa a ser usada pelos golpistas para pedir dinheiro a familiares e amigos.
Por que esse golpe tem feito tantas vítimas?
Esse golpe é eficaz por vários motivos. A necessidade urgente de emprego faz com que muitos candidatos abaixem a guarda. A apresentação das vagas é profissional, muitas vezes com informações reais retiradas do site de empresas legítimas. Além disso, a ansiedade durante uma entrevista pode mascarar pequenos sinais de alerta.
Outro fator importante é a sofisticação crescente dos golpistas. Com IA, é possível criar identidades falsas com fotos realistas, enviar documentos muito bem elaborados e até simular comunicação corporativa com perfeição.
Sinais de alerta de que a entrevista é falsa
Existem alguns indícios que devem acender o sinal vermelho.
O primeiro é quando o recrutador utiliza exclusivamente números de WhatsApp pessoais, sem qualquer e-mail ou contato oficial da empresa. Outro alerta importante é o pedido de documentos e selfies durante a entrevista, algo que empresas verdadeiras não solicitam por aplicativos de conversa.
Desconfie também de anúncios com erros de português, ofertas vagas demais ou promessas de contratação imediata. Processos sérios costumam ser rigorosos, estruturados e levam algum tempo.
Quando a comunicação exige que você envie códigos, confirmações por SMS ou dados bancários, o risco de golpe é altíssimo.
Como se proteger?
A prevenção passa principalmente pela desconfiança saudável. Sempre confirme a existência da vaga diretamente no site da empresa. Pesquise o nome do recrutador no LinkedIn e verifique se o perfil parece real e ativo.
Nunca repasse códigos recebidos por SMS, independentemente da explicação. Não envie selfies com documentos em processos que não estejam hospedados em plataformas oficiais de recrutamento. Habilite a autenticação em duas etapas em todas as suas contas, especialmente WhatsApp e serviços bancários.
Se algo parecer rápido demais, fácil demais ou informal demais, pare e verifique antes de seguir adiante.
O que fazer se você caiu no golpe?
Se mesmo assim o golpe acontecer, é fundamental agir rápido. Recupere o acesso ao WhatsApp o quanto antes e avise familiares e amigos para não acreditarem em mensagens suspeitas.
Registre um boletim de ocorrência e entre em contato com o banco para bloquear possíveis movimentações feitas em seu nome. Consulte seu CPF em serviços como o “Registrato do Banco Central” para identificar aberturas de contas ou empréstimos indevidos.
Quanto mais cedo a vítima tomar providências, menor o prejuízo.
Conclusão
O golpe da entrevista de emprego cresceu porque se aproveita da fragilidade de quem busca uma chance no mercado de trabalho. Ele é bem construído, convincente e cada vez mais apoiado por ferramentas de inteligência artificial. Por isso, a melhor defesa continua sendo a informação.
Entender como funciona, reconhecer sinais suspeitos e adotar medidas simples de segurança pode evitar grandes dores de cabeça. Em um momento em que tantas pessoas estão em busca de oportunidades, conhecer o golpe é a forma mais eficaz de não se tornar a próxima vítima.
Saiba mais sobre Moisés Béio Cardoso

“Sempre fui apaixonado pelas temáticas que envolviam a comunicação: vídeos, fotos, revistas, e eventos.”, diz Moisés Béio Cardoso, doutor em comunicação e linguagens. Ele nasceu em Blumenau no ano de 1977 e se destacou na área de comunicação e tecnologia.
Atualmente, ele é consultor de comunicação digital e palestrante. Além disso, atua como investidor e Trader na B3.
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