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Como descobrir se um vídeo foi gerado por IA?

Confira a nova coluna do doutor em Comunicação e Linguagens, Moisés Béio Cardoso

Nos últimos anos, os vídeos criados por inteligência artificial ficaram muito mais realistas. Ferramentas modernas conseguem gerar rostos, vozes e movimentos muito próximos da realidade, o que torna cada vez mais difícil distinguir o que é verdadeiro do que foi criado por um algoritmo.

Esses conteúdos manipulados são conhecidos como “deepfakes”, vídeos gerados ou alterados com o uso de inteligência artificial para fazer alguém parecer dizer ou fazer algo que nunca aconteceu

Essa tecnologia pode ser usada tanto para entretenimento quanto para desinformação, golpes ou manipulação de opinião pública. E em ano de eleição a coisa só piora, fica difícil distinguir “o joio do trigo”!

Diante desse cenário, cresce a necessidade de aprender a olhar para os vídeos na internet com mais atenção. No artigo desta semana, veja por que esses conteúdos são criados e quais sinais podem indicar que um vídeo foi gerado por IA. Fique com a gente e boa leitura!

Por que esses vídeos são criados?

Os vídeos falsos produzidos por inteligência artificial podem ter diferentes objetivos. Em alguns casos, eles são usados em campanhas de desinformação para desestabilizar debates políticos ou espalhar notícias falsas. Em outros, podem tentar afetar a confiança em instituições ou influenciar a opinião pública.

Ou seja, tem uma finalidade política ou econômica por trás, mas na maioria das situações existe também um interesse financeiro do autor por trás desses conteúdos. Muitos vídeos criados por IA são usados para:

  • Divulgar produtos falsos ou golpes financeiros;
  • Manipular declarações de pessoas conhecidas para dar credibilidade a um esquema;
  • Gerar cliques e visualizações em redes sociais;
  • Monetizar conteúdo viral em plataformas digitais.

Quanto mais realista o vídeo, maior a chance de ele se espalhar rapidamente na internet. E quanto mais pessoas assistem, maior pode ser o lucro para quem publicou o material.

Por isso, aprender a identificar possíveis sinais de manipulação se tornou parte importante da chamada “alfabetização digital”.

Observe quem publicou o vídeo

Antes mesmo de analisar detalhes técnicos, especialistas recomendam prestar atenção na origem do conteúdo. Perguntas simples podem ajudar:

  • Quem publicou o vídeo?
  • O perfil ou canal é confiável?
  • Outros veículos de imprensa também divulgaram a mesma informação?

Analisar o contexto pode ser tão importante quanto observar os detalhes visuais, já que a tecnologia está evoluindo rapidamente.

Se um vídeo muito impactante aparece apenas em perfis desconhecidos ou páginas suspeitas, alguma coisa deve ter de errado, vale redobrar a atenção.

Movimentos estranhos no rosto

Um dos sinais mais comuns em vídeos gerados por inteligência artificial aparece nos movimentos faciais. Algumas pistas podem ser:

  • Expressões pouco naturais;
  • Sorriso exagerado ou rígido;
  • Piscadas de olho incomuns.

Essas pequenas inconsistências acontecem porque a IA ainda tem dificuldade em reproduzir perfeitamente as micro expressões do rosto humano.

Sincronia imperfeita entre voz e boca

Outro indício possível é a sincronia entre a fala e o movimento da boca. Em alguns vídeos manipulados pode haver:

  • Atraso entre o áudio e o movimento labial;
  • Palavras que não combinam exatamente com o formato da boca;
  • Pequenas falhas no ritmo da fala.

Esses detalhes podem passar despercebidos em uma primeira visualização, mas ficam mais evidentes quando o vídeo é observado com atenção.

Mãos e dedos podem denunciar o vídeo

As mãos são uma das partes mais difíceis de reproduzir com precisão em imagens geradas por inteligência artificial. Por isso, alguns vídeos podem apresentar:

  • Dedos extras;
  • Mãos deformadas;
  • Gestos pouco naturais.

Esse tipo de erro ainda aparece com certa frequência em conteúdos gerados por IA.

Pele perfeita demais pode ser sinal de alerta

Outro detalhe citado por especialistas é a textura da pele. Em vídeos criados por inteligência artificial, a pele pode parecer:

  • Lisa demais;
  • Sem poros ou imperfeições;
  • Com aparência semelhante a um filtro digital.

Embora muitas plataformas usem filtros de beleza, em alguns casos o resultado pode indicar que a imagem foi totalmente gerada por computador.

Iluminação e sombras estranhas

A iluminação também pode revelar inconsistências. Em vídeos artificiais podem aparecer situações como:

  • Sombras que não acompanham o movimento das pessoas;
  • Reflexos incoerentes em superfícies;
  • Iluminação muito uniforme em todo o ambiente.

Esses detalhes podem indicar que a cena foi construída digitalmente.

O cenário também pode revelar erros

Além da pessoa no vídeo, o ambiente ao redor também merece atenção. Alguns sinais possíveis incluem:

  • Objetos que mudam de posição de forma estranha;
  • Bordas borradas em partes da imagem;
  • Textos deformados em placas ou embalagens.

Esses erros acontecem porque a inteligência artificial às vezes tem dificuldade em manter consistência em todos os elementos da cena.

O desafio está ficando cada vez maior

Embora essas dicas possam ajudar, vale alertar que identificar vídeos falsos está se tornando cada vez mais difícil.

Ferramentas de inteligência artificial evoluem rapidamente e conseguem produzir conteúdos cada vez mais convincentes. Por isso, o hábito de verificar informações antes de compartilhar, é difícil e chato, mas se torna cada vez mais importante.

Na era das IAs, uma coisa ficou clara: nem tudo o que parece real na internet realmente aconteceu

Nos vemos semana que vem, valeu!

Entenda mais sobre o assunto assistindo ao vídeo abaixo:

Saiba mais sobre Moisés Béio Cardoso

“Sempre fui apaixonado pelas temáticas que envolviam a comunicação: vídeos, fotos, revistas, e eventos.”, diz Moisés Béio Cardoso, doutor em comunicação e linguagens. Ele nasceu em Blumenau no ano de 1977 e se destacou na área de comunicação e tecnologia.

Atualmente, ele é consultor de comunicação digital e palestrante. Além disso, atua como investidor e Trader na B3.

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