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Metropolitano completa 24 anos e avança na recuperação judicial

Laudo aponta aprovação e sinal verde é visto com confiança nos bastidores.

O Clube Atlético Metropolitano atravessa um momento decisivo de sua história. Fundado para suprir a ausência da cidade nas competições profissionais, o “Clube do Povo”, assim carinhosamente apelidado, completa 24 anos nesta quinta-feira, dia 22, em meio a um processo de reestruturação administrativa que pode definir os próximos passos.

Atualmente, o clube acumula R$ 8,5 milhões em dívidas, além de débitos tributários que somam cerca de R$ 2,1 milhões, valores herdados de gestões anteriores e que motivaram o pedido de Recuperação Judicial. Um laudo de constatação prévia foi confeccionado e recomendou a aprovação desse processo.

O laudo, solicitado pelo juiz Uziel Nunes de Oliveira, da Vara Regional de Falências, Recuperação Judicial e Extrajudicial de Jaraguá do Sul, deve auxiliar na decisão positiva para a Recuperação Judicial (RJ). No caso do Metropolitano, um sinal importante de esperança para o futuro do clube.

Na prática, com o deferimento da reestruturação, o Metropolitano poderá desbloquear contas, voltar a receber recursos, buscar novos sócios e patrocinadores e trabalhar com maior controle financeiro.

A decisão de buscar a Recuperação Judicial surgiu como o caminho considerado mais responsável diante do acúmulo de dívidas. Segundo a diretoria atual, a medida permite reorganizar as finanças para reestruturar o clube.

“Quando percebemos que as dívidas do passado foram se acumulando e se tornando processos na Justiça, se tornou inevitável buscar a RJ. (…) a Recuperação Judicial se tornou instrumento de salvação do clube”, conta o presidente, Lucas Zanotto.

24 anos de Metropolitano

  Foto: divulgação/pgcaet/caetstudio

O clube construiu uma trajetória de representatividade dentro e fora do estado, tornando-se o time que mais vezes levou o nome da cidade a competições nacionais, impulsionado por uma de suas principais virtudes: a torcida.

Essa ligação é apontada como o principal fator de sobrevivência do Metropolitano, especialmente neste período de sua história recente. “A torcida foi, provavelmente, a razão de existirmos. Acharam que estávamos à beira da morte”, sustenta Lucas Zanotto.

Em 2025, quando muitos acreditavam que o clube não resistiria, foram justamente os torcedores que provaram o contrário. O apoio manteve o clube vivo, e teve papel decisivo no processo de reconstrução e no protocolo do pedido de Recuperação Judicial.

O Metropolitano olha para trás com orgulho, enfrenta o presente com responsabilidade e projeta o futuro com ambição. Ídolos do passado também reforçam esse sentimento. Rafael Costa, maior artilheiro da história do clube, resume o elo em poucas palavras: “O Metropolitano sempre foi um clube família. Sou muito grato por tudo o que vivi ali e essa torcida, que apoia em qualquer momento, faz toda a diferença”.

A prioridade imediata da diretoria é a consolidação desse processo, paralelamente à montagem do elenco e à preparação para a disputa da Série B do Campeonato Catarinense.

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