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Ex-prefeito de Gaspar afirma que não houve autopromoção em campanhas oficiais

Em resposta à denúncia do MPSC, Kleber Wan-Dall diz que apenas divulgou ações de governo

O ex-prefeito de Gaspar, Kleber Wan-Dall, se posicionou referente à denúncia apresentada pelo Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), aceita pela 5ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça, que o tornou réu em ação penal por suposto crime de responsabilidade relacionado à campanha publicitária “Avança Gaspar”.

Em entrevista com o Portal Bnu, Wan-Dall afirmou que a prática de divulgar ações de governo em redes pessoais faz parte da rotina de agentes públicos de diferentes níveis, e que o conteúdo citado na denúncia não configura autopromoção indevida. “O que eu fiz durante o meu mandato com relação a essa questão de comunicação é o que todo agente político faz, de vereador a presidente da República”, disse.

Segundo o ex-prefeito, dois dos quatro vídeos apontados na denúncia seriam peças institucionais, sem sua imagem, voz ou nome. “São vídeos meramente institucionais, que você pode ver no processo. E dois vídeos na minha rede pessoal, evidentemente, nos quais apareço falando das obras e ações que a gente está fazendo pela cidade”, afirmou.

Wan-Dall afirma ter confiança na defesa. “Temos elementos suficientes para demonstrar que não houve motivo para que eu seja condenado por conta de autopromoção por quatro vídeos entre 2018 e 2021”, declarou.

Relembre o caso

A 5ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Santa Catarina aceitou, por unanimidade, a denúncia do Ministério Público contra o ex-prefeito de Gaspar. Segundo o Grupo Especial Anticorrupção (GEAC), Wan-Dall teria utilizado recursos públicos, entre 2018 e 2021, para associar sua imagem à campanha “Avança Gaspar”, em quatro materiais publicitários que teriam extrapolado o caráter informativo.

gasto total com as peças foi de R$ 75.227,85. Para o MPSC, parte desse material teria promovido a imagem do então gestor, configurando possível uso indevido de dinheiro público.

Confira o posicionamento na íntegra:

“O que eu fiz durante o meu mandato com relação a essa questão de comunicação é o que todo agente político, público e detentor de cargo faz, de vereador a presidente da república, passando por secretários municipais, estaduais, ministros de estado. Eles divulgam as ações do seu mandato, aquilo que estão fazendo: as obras, os projetos, os programas do governo da prefeitura ou do governo do estado, no caso dos governadores, do governo federal ou no caso do presidente da república. A denúncia foi feita pelo Ministério Público, provocada por um vereador da oposição, que apontou quatro vídeos. Dois deles institucionais, do qual não aparece a minha imagem, não tem foto minha, não tem o meu nome, não tem a minha voz nesses vídeos, que você pode ter acesso entrando no processo que são meramente institucionais. E dois vídeos na minha rede pessoal, evidentemente, do qual eu apareço, falando das obras e das ações que a gente está fazendo pela cidade. Então, basicamente, essa é a denúncia e, francamente, é o que todo mundo faz. Todo prefeito faz, todo governador de Estado faz, o presidente da república faz isso. Eles utilizam sua rede para falar das ações, dos projetos, dos programas que o governo, o órgão público que a pessoa participa. Então, o Tribunal de Justiça aceitou a denúncia do Ministério Público, que é praticamente protocolar, de aceitar a denúncia e discutir o mérito durante o processo, que é o que nós vamos fazer agora. E temos argumentos, elementos suficientes para demonstrar que não houve nenhum motivo para que eu seja condenado por conta de autopromoção por conta de quatro vídeos desde 2018 até 2021”.

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