A coragem de um estudante de 11 anos foi fundamental para interromper um caso de violência doméstica e cárcere privado no bairro Margem Esquerda, em Gaspar. A ação mobilizou a Polícia Militar, resultou no resgate da vítima e levou à prisão de um homem de 38 anos que estava foragido da Justiça do Paraná e utilizava identidade falsa.
O caso veio à tona na tarde desta quarta-feira, dia 24, durante uma atividade preventiva realizada pela Rede de Segurança Escolar em uma unidade de ensino da cidade. Conforme a Polícia Militar, o aluno procurou a coordenação da escola e relatou que a mãe estaria sendo agredida e impedida de sair de casa pelo companheiro.
Diante da gravidade das informações, a denúncia foi repassada às guarnições de serviço, que seguiram até o endereço indicado. No local, a mulher confirmou aos policiais que sofria constantes ameaças, agressões físicas e psicológicas e que era impedida de deixar a residência há cerca de dois meses.
Ainda segundo a PM, câmeras instaladas dentro da casa eram utilizadas para monitorar a vítima e impedir que ela saísse sem o conhecimento do companheiro, configurando uma situação de cárcere privado no contexto da violência doméstica.
Durante o atendimento, os policiais também perceberam inconsistências nas informações fornecidas pelo homem, que não portava documentos de identificação. Depois de diligências realizadas com apoio da Rede Catarina de Proteção à Mulher e da Agência de Inteligência da Polícia Militar, foi constatado que ele utilizava uma identidade falsa.
Ele estava foragido desde 2019 e possuía dois mandados de prisão em aberto expedidos pela Justiça do Paraná. Um deles era decorrente de condenação pelo crime de homicídio. Além disso, ele também é investigado por outros crimes graves.
Depois da confirmação da identidade, os mandados judiciais foram cumpridos e o homem foi encaminhado ao sistema prisional, ficando à disposição da Justiça.
Em nota, a Polícia Militar destacou que a ação só foi possível graças à atitude do estudante em buscar ajuda e à atuação integrada entre a Rede de Segurança Escolar, a Rede Catarina de Proteção à Mulher e as equipes operacionais.
Como denunciar
Em casos de emergência, a orientação é acionar a Polícia Militar pelo telefone 190. Também é possível registrar denúncias e receber orientação por meio da Central de Atendimento à Mulher, pelo número 180, que funciona 24 horas, de forma gratuita e sigilosa. Denúncias também podem ser feitas à Polícia Civil pelo telefone 197 e pelo Disque Denúncia, no número 181. Além disso, vítimas podem procurar a delegacia mais próxima, especialmente as Delegacias de Proteção à Mulher.