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Virginia Fonseca entra na mira da PF após transferência milionária ligada a empresa de Itajaí
Relatórios financeiros apontam repasses de R$ 17,7 milhões de empresa sediada em “endereço fantasma” no litoral catarinense
Portal Bnu
5 de junho de 2026
17:00
Reprodução|Redes Sociais|Portal Bnu
A influenciadora Virginia Fonseca voltou ao centro das atenções após uma investigação da Polícia Federal revelar uma conexão direta com Itajaí, no litoral do Vale. Relatórios de Inteligência Financeira analisados durante as apurações apontam que uma empresa sediada na cidade teria transferido R$ 17,7 milhões para a Talismã Digital, negócio ligado à influenciadora e ao cantor Zé Felipe.
Segundo informações divulgadas pela revista Piauí, os repasses teriam sido realizados por meio de cinco transferências via Pix entre março e setembro de 2024. A empresa responsável pelos depósitos, a AMP Pay Marketing, está registrada em Itajaí e operava sob o regime do Simples Nacional, destinado a empresas com faturamento anual de até R$ 4,8 milhões.
O volume das movimentações chamou a atenção de órgãos de controle financeiro. De acordo com a publicação, o banco Santander identificou indícios de incompatibilidade entre a estrutura da empresa catarinense e os valores movimentados. A AMP Pay funcionaria em um box comercial localizado no Centro de Itajaí, o que levantou questionamentos sobre sua capacidade financeira para realizar operações desse porte.
O endereço fantasma da AMP Pay Marketing seria no Centro de Itajaí (Reprodução|Google Maps|PortalBnu)
A Polícia Federal investiga a legalidade das transações envolvendo Virginia e empresas ligadas à influenciadora. Entre os pontos analisados estão a origem dos recursos, possíveis irregularidades fiscais e eventuais práticas de lavagem de dinheiro. Até o momento, a existência da investigação e dos relatórios financeiros não representa comprovação de crime.
O nome de Virginia ganhou destaque nacional após sua participação na CPI das Bets, em maio de 2025. Na ocasião, ela negou obter ganhos relacionados às perdas de apostadores e afirmou que seus rendimentos decorrem exclusivamente dos contratos publicitários firmados com empresas do setor.
A reportagem também relembra a trajetória da Wepink, principal empresa da influenciadora, que se consolidou como um dos maiores negócios do mercado de beleza e cosméticos do país. Segundo a publicação, a companhia alcançou faturamento de R$ 1,3 bilhão em 2025.
Embora o relatório final da CPI das Bets tenha solicitado o indiciamento de Virginia e de outras 15 pessoas, a recomendação acabou rejeitada pelo Senado. Ainda assim, as investigações da Polícia Federal continuam, mantendo a influenciadora sob acompanhamento das autoridades.