Confira a nova coluna do doutor em Comunicação e Linguagens, Moisés Béio Cardoso
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O Brasil não ganha uma Copa do Mundo desde 2002. Mesmo assim, basta o torneio se aproximar para a empolgação voltar. A camisa verde e amarela reaparece, grupos começam a discutir convocação, os bolões começam a ser organizados e uma tradição antiga ganha força outra vez: o álbum de figurinhas.
Mas, junto com a ansiedade dos torcedores e colecionadores, outra movimentação também cresce na internet: a dos golpistas que entram em campo.
Mesmo antes do lançamento oficial do álbum da próxima Copa do Mundo, criminosos já tinham criado sites falsos, anúncios enganosos e perfis fraudulentos prometendo figurinhas raras, descontos absurdos e até edições especiais inexistentes.
Hoje vamos ver como esses golpes funcionam e como driblar eles, fique com a gente e boa leitura!
A febre do álbum começa antes da Copa
O álbum da Copa do Mundo sempre movimenta milhões de pessoas. Crianças, adultos e colecionadores entram na corrida pelas figurinhas, especialmente pelas consideradas raras.
A distribuidora oficial é a Panini, responsável pelos álbuns e pacotes vendidos em bancas, mercados, livrarias e lojas autorizadas. Tradicionalmente, cada pacote vem com poucas figurinhas, o que incentiva trocas, compras repetidas e busca por peças difíceis.
E é justamente essa combinação de emoção, nostalgia e escassez que cria o ambiente perfeito para os golpes.
Como funciona o golpe das figurinhas?
O esquema geralmente começa nas redes sociais ou em anúncios patrocinados.
Os criminosos criam sites muito parecidos com lojas oficiais, usando logotipos, imagens da Copa e promoções chamativas. Em muitos casos, os descontos chegam a 80% ou 85%, algo completamente fora da realidade.
A vítima acredita estar aproveitando uma promoção especial e acaba fazendo o pagamento, via Pix. Depois disso, o produto nunca chega.
Em outros casos, os golpistas prometem figurinhas raras, caixas fechadas ou edições limitadas que sequer existem oficialmente.
O golpe explora dois sentimentos muito fortes: a empolgação da Copa e o medo de perder uma oportunidade.
O Pix e as contas de laranja
Grande parte desses golpes funciona através de pagamentos instantâneos. Os criminosos preferem o Pix porque o dinheiro cai na hora e é mais difícil de recuperar depois da transferência.
Além disso, geralmente o valor é enviado para contas chamadas de “laranjas”. São contas usadas por terceiros ou criadas apenas para receber dinheiro de golpes e desaparecer rapidamente.
Quando a vítima percebe a fraude, muitas vezes o dinheiro já foi movimentado para outras contas.
Perfis falsos também estão enganando colecionadores
Nem todo golpe acontece em sites. Muitos criminosos estão entrando em grupos de troca de figurinhas no WhatsApp, Facebook e outras redes sociais fingindo ser colecionadores.
Eles conversam normalmente, mandam fotos, negociam trocas e criam confiança. Depois pedem pagamento antecipado ou combinam envio das figurinhas. A vítima paga e o perfil desaparece.
Esse tipo de golpe funciona porque aproveita algo muito comum entre colecionadores: a confiança na comunidade.
Como identificar sites falsos?
Existem alguns sinais que ajudam a perceber quando um site é fake. Descontos exagerados são um dos principais alertas. Se o preço parece bom demais para ser verdade, normalmente é porque não é!
Também vale observar erros de português, endereços estranhos de site, ausência de informações de contato e pressão para finalizar a compra rapidamente.
Antes de comprar, o ideal é pesquisar o nome da loja no Google, verificar reclamações em plataformas como o Reclame Aqui e conferir se aquele endereço realmente pertence aos canais oficiais da marca.
O mercado de figurinhas falsas também cresce
Outro problema que costuma aparecer são as figurinhas falsificadas. Algumas cópias têm impressão ruim, cores diferentes e acabamento inferior. Outras tentam imitar figurinhas raras para enganar colecionadores.
Em alguns casos, pessoas pagam caro acreditando estar comprando uma figurinha difícil e acabam recebendo um material sem valor real.
Quanto maior a febre do álbum, maior também o interesse de falsificadores.
Os golpes digitais ficaram mais profissionais
Existe um detalhe importante nesse cenário. Os golpes online de hoje já não parecem amadores. Muitos sites são bem montados, os anúncios parecem reais e os perfis têm aparência profissional.
Alguns criminosos inclusive usam comentários falsos, curtidas compradas e imagens copiadas para transmitir credibilidade.
Isso torna tudo mais difícil de identificar, principalmente para quem compra por impulso.
Como se proteger?
A recomendação mais segura é comprar apenas em canais oficiais e lojas conhecidas.
Também é importante desconfiar de promoções exageradas e evitar pagamentos via Pix para desconhecidos.
No caso de trocas entre colecionadores, vale pedir vídeos, provas reais do material e pesquisar o histórico do perfil antes de fechar negócio.
E talvez a dica mais importante seja esta: não agir na pressa. Golpistas dependem justamente da ansiedade e da emoção do torcedor para fazer a vítima decidir rápido.
Quando a paixão vira oportunidade para golpe
A Copa do Mundo sempre desperta emoção, memória afetiva e entusiasmo coletivo. O álbum de figurinhas faz parte dessa tradição há décadas.
O problema é que os criminosos perceberam que, onde existe grande interesse, também existe oportunidade para fraude.
E hoje, até uma simples figurinha pode virar isca para golpe digital. Na internet, o golpista também joga no ataque. Nos vemos semana que vem, valeu!
Entenda mais sobre o assunto assistindo ao vídeo abaixo:
Saiba mais sobre Moisés Béio Cardoso

“Sempre fui apaixonado pelas temáticas que envolviam a comunicação: vídeos, fotos, revistas, e eventos.”, diz Moisés Béio Cardoso, doutor em comunicação e linguagens. Ele nasceu em Blumenau no ano de 1977 e se destacou na área de comunicação e tecnologia.
Atualmente, ele é consultor de comunicação digital e palestrante. Além disso, atua como investidor e Trader na B3.
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