Crime brutal contra Ana Beatriz Schelter, de apenas 12 anos, ocorreu em março de 2016, em Rio do Sul
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Dez anos após o assassinato da adolescente Ana Beatriz Schelter, de 12 anos, a Justiça condenou o primeiro dos três homens denunciados pelo crime ocorrido em março de 2016, em Rio do Sul, no Alto Vale do Itajaí. O acusado, de 58 anos, recebeu pena de 58 anos e nove meses de prisão em regime fechado, além de nove meses e 26 dias de detenção em semiaberto, pelos crimes de estupro de vulnerável, homicídio qualificado e fraude processual.
Segundo a acusação, o condenado praticou estupro de vulnerável em concurso de pessoas, mediante emboscada e aproveitando-se da relação de confiança que tinha com a vítima. No caso do homicídio, os jurados reconheceram as qualificadoras de asfixia, emboscada, impossibilidade de defesa da adolescente e feminicídio agravado pela vítima ter menos de 14 anos. Também houve condenação por fraude processual, devido à alteração da cena do crime para tentar dificultar as investigações.
O júri popular começou na manhã de terça-feira, dia 12, e terminou apenas na madrugada desta quarta-feira, dia 13. A condenação seguiu integralmente a linha apresentada pelo Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), que apontou o homem como principal responsável pelo crime.
O julgamento ocorreu no Tribunal do Júri de Florianópolis, após a transferência do processo da Comarca de Rio do Sul para a Capital, decisão tomada a pedido da defesa. Preso no Presídio Regional de Rio do Sul, o réu acompanhou toda a sessão e não poderá recorrer em liberdade.
Durante o julgamento, foram ouvidas três pessoas. Um policial militar que participou das investigações pelo GAECO prestou depoimento por mais de cinco horas e afirmou que as provas técnicas reunidas apontaram o réu como principal autor do assassinato. Também falaram no júri o proprietário da empresa responsável pelo contêiner onde o corpo foi encontrado e a ex-esposa do acusado.
Pais, familiares e amigos de Ana Beatriz permaneceram no Fórum de Florianópolis durante toda a sessão do júri. Vestindo camisetas com a foto da adolescente, eles pediam justiça pela morte da menina. Após a leitura da sentença, Ismael Schelter, pai da vítima, agradeceu aos promotores responsáveis pela acusação e disse que a condenação representava a realização da justiça.
Ana Beatriz desapareceu na tarde de 2 de março de 2016, quando saiu de casa para ir ao Colégio Estadual Henrique da Silva Fontes, onde estudava no sétimo ano. De acordo com a denúncia, dois homens estiveram juntos na manhã do desaparecimento e ofereceram carona à adolescente enquanto ela seguia para a escola. Depois disso, teriam levado Ana Beatriz para um local não identificado, onde os crimes foram cometidos.
O desaparecimento foi registrado pelo pai de Ana ainda naquela noite. Na manhã seguinte, o corpo da adolescente foi encontrado dentro de um contêiner às margens da BR-470, em Rio do Sul.
Inicialmente, a cena indicava um possível suicídio por enforcamento, mas a perícia descartou essa hipótese. Os exames apontaram que Ana Beatriz havia sofrido violência sexual e sido morta por asfixia, mediante estrangulamento.
A denúncia do MPSC foi apresentada no âmbito da Operação Fênix, conduzida pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (GAECO) de Blumenau.
As investigações concluíram que o homem condenado conhecia a família da vítima, acompanhava a rotina da adolescente e teria planejado o crime. Conforme o Ministério Público, ele e outro denunciado apresentavam perfil associado à exploração sexual de crianças e adolescentes.
Os outros dois réus denunciados no caso serão julgados em 25 de junho de 2026, também pelo Tribunal do Júri da Capital.
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