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Suspeito de matar estudante catarinense no Paraguai se entrega à polícia brasileira

Vitor Rangel Aguiar é suspeito de feminicídio e estava foragido há 10 dias

O principal suspeito de matar a catarinense Júlia Vitória Sobierai Cardoso, de 22 anos, estudante de medicina no Paraguai, confessou o crime após se entregar à Polícia Civil do Maranhão na manhã de segunda-feira, dia 4, em São Luís. Vitor Rangel Aguiar, de 27 anos, ex-companheiro da vítima, estava foragido havia cerca de 10 dias e agora vai responder por feminicídio no Brasil.

Júlia foi assassinada no dia 24 de abril, em Ciudad del Este, cidade paraguaia na fronteira com o Brasil, onde cursava medicina. De acordo com a imprensa paraguaia, ela foi morta dentro do próprio apartamento, vítima de estrangulamento e de 67 ferimentos provocados por arma branca. Testemunhas relataram que Vitor esteve no local na manhã do crime.

Segundo a Polícia Civil, Vitor se apresentou espontaneamente, acompanhado de dois advogados, ao Departamento de Feminicídio, onde permaneceu por cerca de três horas em depoimento. Durante o interrogatório, ele afirmou que matou Júlia por não aceitar o fim do relacionamento, encerrado em fevereiro. Disse ainda que estava com ciúmes e desconfiava de que a jovem já estivesse em outro relacionamento.

A chefe do Departamento de Feminicídio no Maranhão, Wanda Moura, relatou que o suspeito mencionou “lapsos de memória” ao tentar reconstituir o crime, mas acabou confessando a autoria. Ele também afirmou que tinha acesso às chaves do apartamento da vítima sem o conhecimento dela e que monitorava o celular de Júlia.

A Polícia Civil informou que foi comunicada previamente pela defesa de que o suspeito iria se apresentar. A partir disso, foi instaurado um inquérito no Maranhão e solicitada a prisão temporária de Vitor, que foi autorizada pela Justiça. Segundo Wanda Moura, a medida foi necessária porque o mandado de prisão expedido no Paraguai não tem validade no Brasil.

Com base em informações compartilhadas pelas autoridades paraguaias, o caso passa agora a ser conduzido pela Polícia Civil do Maranhão. Vitor permanece preso e será processado e julgado conforme a legislação brasileira. Até o momento, a defesa não se manifestou publicamente sobre o caso.

Relembre o caso

Estrangulamento após agressões

A perícia detalha que Julia sofreu ao menos 67 ferimentos por objetos perfurocortantes, a maioria provocada por uma tesoura de pequeno porte e parte por uma faca. Além disso, o corpo apresentava sinais de luta e múltiplas lesões no pescoço, tórax e abdômen.

O novo laudo, no entanto, indica que a causa da morte foi estrangulamento manual. Após os golpes, o agressor teria asfixiado a vítima com as mãos ainda dentro do quarto, levando-a à morte no local.

Provas e fuga

Informações divulgadas pelo jornal paraguaio ABC Color, apontam que testemunhas também reforçam a linha de investigação, visto que o namorado da colega de quarto da vítima relatou ter ouvido barulhos vindos do imóvel e, ao questionar o que estava acontecendo, o suspeito teria respondido que “eles estavam conversando”.

Ainda segundo a apuração, após o crime, o homem teria utilizado o celular da vítima para enviar mensagens à colega de quarto, afirmando que estava tudo bem e que iria “terminar o relacionamento de vez”, o que levanta a suspeita de tentativa de despistar a situação.

Suspeito permaneceu no local

Outro ponto revelado pela investigação é que o suspeito teria permanecido por várias horas dentro do apartamento após o crime. Em seguida, fugiu levando o celular da vítima.

A cena encontrada pelas autoridades reforça a hipótese de violência prolongada. Havia sinais de movimentação intensa no imóvel, com vestígios de sangue, pegadas e objetos fora do lugar.

Caso segue como feminicídio

O Ministério Público do Paraguai sustenta que o caso se enquadra como feminicídio. A investigação também considera o histórico do relacionamento, já que, segundo a polícia, o suspeito não aceitava o fim do namoro e tentava reatar.

As autoridades paraguaias seguem mobilizadas para localizar o investigado, com apoio de forças de segurança da região de fronteira.

Relembre o caso

Natural de Chapecó e com familiares em Navegantes, Julia estudava medicina no Paraguai e foi encontrada morta dentro do apartamento que dividia com uma colega. A jovem havia se mudado para o país em busca do sonho de se tornar médica pediatra.

O crime gerou forte comoção entre amigos, familiares e colegas de universidade, que organizaram homenagens e manifestações de pesar após a confirmação da morte.

*Com informações da Agência Brasil e G1

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