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Comissão na Câmara ouve testemunhas e interroga Almir Vieira pela primeira vez

Vereador afastado se manifesta durante fase final de instrução de processo por possível quebra de decoro

Comissão Processante da Câmara de Blumenau avançou, nesta segunda-feira, dia 4, na fase de instrução do processo que apura possível quebra de decoro parlamentar envolvendo o vereador afastado Almir Vieira (PP).

Durante a manhã, foram ouvidas oito das nove testemunhas indicadas pela defesa, uma delas não compareceu. A maioria dos depoimentos foi de ex-servidores do gabinete do parlamentar, além do ex-secretário municipal de Esportes Paulo Roberto Mundt e do presidente da Associação de Veteranos do 23º Batalhão de Infantaria, Juliano Luiz Bilau.

As oitivas foram conduzidas pelo presidente da comissão, Egídio Beckhauser (Republicanos), e integram a etapa em que são reunidos depoimentos e provas antes da elaboração do parecer final.

Na sequência, o colegiado realizou o interrogatório de Almir Vieira, marcando a primeira manifestação pública desde os fatos que deram origem ao processo.

Questionado pelo relator, vereador Jean Volpato (PT), sobre as buscas realizadas em seu gabinete, declarou: “Fui dormir herói, acordei bandido”. O parlamentar também afirmou estar à disposição para esclarecimentos e destacou que disponibiliza seus sigilos telefônico e bancário. “Estou aqui para provar os fatos, tirar dúvidas. Gostaria que não ficasse nenhuma dúvida”, disse.

Ao ser questionado pelo vereador Bruno Cunha (Cidadania) sobre valores em dinheiro apreendidos em sua residência, Almir alegou que os recursos eram utilizados na confecção de feijoadas e que toda a movimentação financeira foi declarada no Imposto de Renda. “Estou muito tranquilo no que diz respeito aos R$ 30 mil”, afirmou.

Indagado pelo presidente da comissão sobre a ocorrência no dia 3 de fevereiro de 2026, no âmbito da Operação Happy Nation, Almir relatou que foi conduzido pela Polícia ao 23º Batalhão de Infantaria e posteriormente ao gabinete para cumprimento de busca e apreensão. Ao final, declarou: “Se tiver culpabilidade, eu mesmo peço renúncia”.

Próximos passos

Com o encerramento das oitivas e do interrogatório, a Comissão Processante conclui a fase de instrução. A defesa tem agora prazo de cinco dias para apresentar suas alegações finais. Depois disso, o processo retorna ao colegiado para elaboração do parecer.

Confira na íntegra a sessão desta segunda-feira da Comissão:

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