Entre homenagens e silêncio, data também evidencia diferentes formas de luto
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Entre homenagens e silêncio, data também evidencia diferentes formas de luto

Nem todo Dia das Mães é marcado por abraços, almoços em família ou celebrações. Em muitos lares, o domingo é marcado por silêncio, lembranças e pela ausência de quem já partiu.
Se, por um lado, vitrines e campanhas reforçam o afeto e a presença, por outro, o segundo domingo de maio, neste ano celebrado no dia 9, também evidencia diferentes formas de luto: de quem perdeu a mãe, de mães que perderam filhos, de mulheres que enfrentam a infertilidade e até de relações que existem, mas estão distantes.
Essas experiências se refletem também nos espaços de memória. O Dia das Mães está entre os períodos de maior visitação em cemitérios, ao lado de Finados. “É um momento muito simbólico, onde as famílias sentem uma necessidade maior de estar próximas, de prestar uma homenagem e de reviver memórias”, explica Dariê Patrício, gerente de marketing do Grupo Jardim da Saudade.
“Diferente de outras datas, o Dia das Mães tem um caráter mais íntimo e afetivo — ele mobiliza não só a saudade, mas também o amor, a gratidão e o vínculo familiar”, complementa.
As diferentes formas de luto na data
Para quem perdeu a mãe, a data pode tornar a ausência ainda mais evidente. Ela aparece em situações simples, uma ligação que não vem, um lugar vazio à mesa ou lembranças que surgem ao longo do dia.
Entre mães que perderam filhos, a dor ganha outra dimensão e o luto costuma ser marcado pela quebra de expectativas e pela mudança na forma de viver a maternidade.
Há também perdas menos visíveis. A infertilidade, por exemplo, envolve a ausência de um filho que não chegou a nascer. Segundo a Organização Mundial da Saúde, cerca de uma em cada seis pessoas no mundo enfrenta dificuldades para engravidar. Já o afastamento entre mães e filhos transforma a data em um lembrete de vínculos interrompidos, muitas vezes sem espaço para elaboração.
Independentemente da forma, especialistas apontam que datas comemorativas tendem a intensificar emoções. Nesse contexto, lembrar também é uma maneira de manter vínculos, mesmo na ausência.
Memória, presença e novos rituais
Nos últimos anos, o comportamento das famílias mostra uma mudança na forma de viver o luto. “Percebemos um comportamento muito mais sensível e reflexivo. As famílias costumam vir com mais tempo, permanecem por mais horas e transformam a visita em um momento de conexão”, relata Dariê.
Entre as cenas mais comuns estão reuniões familiares completas, a presença de crianças e conversas que resgatam histórias e memórias. “Existe uma atmosfera de carinho e respeito muito presente, é um momento menos silencioso e mais cheio de significado.”
As homenagens também mudaram ao longo dos anos. Se antes eram mais protocolares, hoje se tornam cada vez mais personalizadas. “Antes eram mais tradicionais, focadas em flores e visitas rápidas. Hoje percebemos homenagens mais afetivas, com objetos que representam a pessoa, músicas e momentos em família no espaço”, afirma. “Há uma busca maior por experiências que representem quem aquela mãe foi em vida”.
Espaços que acolhem a saudade

(Foto: Divulgação)
Os cemitérios-parque, como o Jardim da Saudade, têm assumido um papel importante no acolhimento emocional. A proposta é transformar o ambiente em um espaço de permanência, memória e conexão.
Esse cuidado também se estende ao atendimento. “Nossa equipe é preparada para entender que cada família está vivendo um momento único”, diz. “Priorizamos escuta ativa, atendimento humanizado e suporte em todo o processo”, continua Dariê.
Planejar também é um gesto de cuidado
Embora ainda seja um tema sensível, o planejamento funerário está começando a ser visto sob uma nova perspectiva: a de cuidado com quem fica.
“Ainda existe resistência, porque é um tema naturalmente sensível. Mas percebemos uma mudança importante nos últimos anos. As pessoas estão começando a entender o planejamento funerário como um ato de cuidado com a família”, explica.
Segundo ela, quando tratado com sensibilidade, o planejamento deixa de ser associado apenas à perda e passa a representar organização e proteção. “Hoje ele é compreendido como organização, segurança e proteção emocional e financeira para quem fica.”
Falar sobre despedida, especialmente em uma data como o Dia das Mães, pode parecer difícil. Mas também pode ser uma forma de ampliar o significado do cuidado. “Nosso trabalho é conduzir essa conversa com respeito, no tempo de cada pessoa, mostrando que planejar é um gesto de amor”, ressalta Dariê.
Entre a dor e o afeto
No fim, o Dia das Mães não é uma experiência única, ele se transforma conforme as histórias de cada família.
Para alguns, é celebração. Para outros, é silêncio. Mas, em muitos casos, é a prova de que o amor permanece, mesmo na ausência. Porque, quando a presença já não é possível, lembrar também se torna uma forma de estar junto.
*Conteúdo oferecido por: Grupo Jardim da Saudade
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