Segundo o Hospital Beatriz Ramos, a medida é preventiva e cautelar
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Segundo o Hospital Beatriz Ramos, a medida é preventiva e cautelar

Um dos médicos que atendeu Maria Luiza Bogo Lopes, jovem gestante que morreu após diversas idas ao Hospital Beatriz Ramos, em Indaial, foi afastado preventivamente pela instituição. Em nota, o hospital informou que a medida tem caráter cautelar, diante da gravidade e sensibilidade do caso.
Segundo o Hospital Beatriz Ramos, a situação segue em apuração interna. A instituição afirmou ainda que solicitou, no dia 7 de abril, o prontuário médico do atendimento realizado no Hospital Santo Antônio (HSA), considerado essencial para o esclarecimento completo dos fatos. Até o momento, o documento não teria sido enviado.
Em resposta, o HSA informou que o prontuário foi disponibilizado aos órgãos competentes e reforçou que o documento é sigiloso, protegido por normas legais e éticas, não sendo permitido o compartilhamento direto entre instituições de saúde.
O hospital de Indaial informou também que o caso foi encaminhado ao Conselho Regional de Medicina de Santa Catarina (CRM-SC), responsável pela apuração profissional, que deverá analisar os fatos e definir eventuais medidas.
A Polícia Civil investiga o caso e, conforme análise dos prontuários médicos, aponta que Maria Luiza estava com dengue hemorrágica.
Confira a nota do Hospital Beatriz Ramos na íntegra:
O Hospital Beatriz Ramos informa que o caso envolvendo o óbito da paciente Maria Luiza Bogo Lopes permanece sob apuração no âmbito de suas instâncias técnico-administrativas internas. No curso das apurações, foi determinado o afastamento acautelatório de um dos médicos envolvidos, medida de caráter estritamente preventivo, adotada em razão da gravidade e sensibilidade dos fatos, sem qualquer antecipação de juízo acerca de eventual responsabilização.
Ressalta-se que o prontuário médico referente ao atendimento realizado junto ao Hospital Santo Antônio constitui elemento indispensável à adequada elucidação do caso. Referido documento foi solicitado por meio de comunicação formal no dia 07/04/2026, contudo, até o presente momento, não foi disponibilizado, o que impõe limitação relevante à completa análise técnica dos fatos.
O hospital informa, ainda, que o caso foi encaminhado ao Conselho Regional de Medicina de Santa Catarina, órgão competente para a apuração técnico-profissional, ao qual caberá a análise dos fatos e eventual adoção das medidas cabíveis. O Hospital Beatriz Ramos reafirma seu compromisso com a ética, a transparência e o rigor na apuração dos fatos, permanecendo à disposição para os esclarecimentos que se fizerem necessários.
Veja a nota do HSA:
O Hospital Santo Antônio informa que o prontuário médico referente ao atendimento mencionado foi devidamente disponibilizado aos órgãos competentes, conforme previsto na legislação vigente.
Esclarece, ainda, que o prontuário médico é um documento sigiloso, protegido por normas legais e éticas, não sendo permitido o seu compartilhamento direto entre instituições de saúde. Seu acesso é restrito ao próprio paciente /familiares legalmente autorizados ou mediante requisição formal de autoridade competente.
A instituição permanece à disposição para colaborar com as autoridades policiais, com quaisquer esclarecimentos necessários, reafirmando seu compromisso com a ética, a transparência e a qualidade assistencial.
O caso de Maria Luiza ganhou repercussão nacional após a morte da jovem gestante, de apenas 18 anos, e seu bebê. Segundo informações divulgadas pela família, ela buscou atendimento médico quatro vezes na rede de saúde do município. A mãe da jovem, Luana Bogo Petry, registrou um boletim de ocorrência alegando negligência médica da equipe que atendeu a gestante no Hospital Beatriz Ramos.
Maria Luiza estava grávida de 28 semanas e havia sido diagnosticada com diabetes gestacional duas semanas antes do seu falecimento. Ela apresentava sintomas como dores intensas e mal-estar. No dia 2 de abril, foi transferida em estado grave para o Hospital Santo Antônio, em Blumenau, onde passou por uma cesariana de emergência. O bebê nasceu sem batimentos cardíacos, e a jovem morreu cerca de uma hora depois.
De acordo com o atestado de óbito, a causa da morte de foi registrada como coagulação intravascular disseminada, descolamento prematuro da placenta e síndrome de HELLP, uma complicação grave da gestação considerada uma forma severa de pré-eclâmpsia.
Nos próximos dias, a perícia deve detalhar o que levou à morte da jovem e do bebê, além de apurar se houve imprudência, negligência ou imperícia por parte das equipes médicas envolvidas no atendimento.
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