Professoras, colecionadoras e funcionárias públicas estão entre as mulheres que marcaram a história de Blumenau
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Professoras, colecionadoras e funcionárias públicas estão entre as mulheres que marcaram a história de Blumenau

Todos os dias, milhares de pessoas passam por ruas, escolas e espaços públicos que carregam nomes de mulheres que ajudaram a construir a história de Blumenau. Mas, por trás dessas homenagens, existem trajetórias marcadas por coragem, trabalho e contribuições que ajudaram a moldar a cidade que conhecemos hoje.
Para relembrar parte dessas histórias, o PortalBnu reuniu, em parceria com o Arquivo Histórico José Ferreira da Silva, trajetórias de mulheres que deixaram marcas importantes em Blumenau, confira:
Adelaide Starke

Nascida em Apiúna, no dia 19 de julho de 1934, filha de Virgílio e Evelina da Silva Biz, Adelaide Starke, cursou primário na Escola Isolada Municipal Duque de Caxias, o secundário no Colégio Normal Pedro II e se licenciou- em pedagogia e orientação educacional pela Furb.
Suas atividades profissionais iniciaram em 1952, como escriturária na Indústria e Comércio Companhia Jensen e em 04 de abril de 1965, foi contratada pela Prefeitura Municipal de Blumenau para exercer a função de professora na Escola Reunida Municipal Visconde de Taunay.
Durante sua atuação na área educacional professora Adelaide, sempre demonstrou seu grande amor pela educação e sua admiração pelos os jovens, para ela o 1º grau era a parte mais importante da educação. Hoje ela dá nome a uma escola no bairro Itoupava Norte.
Annemarie Techentin

Muitos ainda devem lembrar da figura aparentemente frágil (magra) porém de temperamento forte e decidido de Annemarie Techentin. Era ela uma servidora pública muito atenta, eficiente, de respostas rápidas e precisas sobre: legislação, nome e localização de ruas, leis e decretos.
Foi assessora, secretária, chefe de expediente, integrante da assessoria jurídica de diversos prefeitos desde a década dos anos quarenta, aos quais serviu com fidelidade e inteligência.
Faleceu em 12 de dezembro de 1986, aos 70 anos, quando ainda estava ligada a sua atividade profissional. Para deixar o registro da passagem desta ilustre funcionária pública seu nome é lembrado até hoje como patrona da E.B.M. Annemarie Techentin, no Passo Manso.
Edith Gaertner

Edith era uma mulher à frente de seu tempo. Nascida em Blumenau no dia 22 de março de 1882, era sobrinha-neta do fundador da cidade, Hermann Bruno Otto Blumenau.
Muito independente para os padrões da época, aos 20 anos viajou para Alemanha, onde cursou a Academia de Arte Dramática em Berlim. Percorreu as principais cidades da Europa atuando em peças nos mais renomados palcos de teatro.
Em 1924, Edith retorna a Blumenau para cuidar dos seus irmãos que haviam adoecido. Do constante contato com o público, seus hábitos passaram a ser entre livros e animais, e foi assim até o fim dos seus dias.
Ellen Jone Weege Vollmer

Como tantos outros guardiões da história, Ellen Jone Weege Vollmer é uma testemunha que não perdeu de vista as raízes, auxiliou na construção de um presente e deixou como herança para a cidade de Blumenau um precioso acervo indumentário.
Ao longo de sua vida foi juntando entre uma visita e outra em residências de famílias blumenauenses uma diversidade de peças do vestuário – do brincar – do cozinhar, que deu origem ao Museu de Hábitos e Costumes, que hoje pertencente à Fundação Cultural de Blumenau.
Lilian Ribeiro

Conhecida carinhosamente como Lilinha, Lilian Ribeiro foi professora de Educação Física, diretora de Eventos e Lazer e organizadora de eventos no Parque Vila Germânica e na antiga Fundação de Municipal Desportos (FMD, atual SME), ficando, inclusive, à frente dos desfiles da Oktoberfest por quase 30 anos.
O apego à profissão era tanto que, até mesmo depois de se aposentar do serviço público, em 2014, ela decidiu abrir a própria empresa de eventos, onde organizava torneios de canastra e outros desfiles em diferentes cidades da região.
Lilinha faleceu em 11 de abril de 2024, aos 62 anos.
Maria Amália Cardoso da Veiga

Natural de Santo Amaro, aos 16 anos, Maria Amália Cardoso da Veiga começou a trabalhar como telegrafista em São Francisco do Sul. Foi a primeira agente de telégrafos de Tijucas onde conheceu seu marido Luiz Silveira da Veiga.
Veio para Blumenau no início do século XX com o esposo. Foi mãe de treze filhos e criou o índio Luiz e uma menina que, anos mais tarde dedicou a sua vida à religião, adotando o nome de irmã Gabínea.
Maria Amália foi uma profissional exemplar, tinha orgulho do seu trabalho e depois de 30 anos de dedicação, se aposentou. Faleceu em 1947, aos 76 anos de idade, em Blumenau.
Marieta Luiza Ottília Beimesche

Natural de São Paulo, Marieta Luiza Ottília Beimesche foi professora, com licenciatura em Educação Física pela USP. Entre os anos de 1957/1960, residiu em Joinville, período em que lecionou Ginástica Moderna na Sociedade de Ginástica de Joinville.
Ao ser aprovada no Concurso Público para atuar no Magistério, foi selecionada para lecionar no Conjunto Educacional Pedro II, em Blumenau, atuando de 1961 a 1982, quando optou pela aposentadoria.
Ocupava a catedrática de Educação Física, Recreação e Jogos. Entre os anos de 1975-1995 a convite da Furb, ingressou como professora universitária, lecionando a disciplina de Ginástica. Atuou também como árbitra de Ginástica Rítmica Desportiva em torneios e campeonatos regionais como os Jogos Abertos e Jogos Estudantis Catarinenses.
Era uma colecionadora de calendários / etiquetas de roupas e postais. Tinha por hábito fazer registros do seu cotidiano e viagens para a Alemanha, em companhia do marido, o alemão Paul Beimesche.
Marita Deeke Sasse

Mesmo sendo de família do Vale do Itajaí, Marita Deeke Sasse nasceu em Florianópolis no dia 22 de novembro de 1937. Sua família retornou a Blumenau no ano de 1947. Estudou no Colégio Pedro II. Foi professora da Língua Portuguesa, a partir de 1967, na Escola Barão do Rio Branco, no Conjunto Educacional Pedro II e no Colégio Franciscano Santo Antônio.
Em 1971, iniciou o curso de Letras na Furb. Defendeu sua dissertação de Mestrado na UFSC, em 1980. Sua pesquisa versou a obra e vida do escritor Virgílio Várzea. Em 1983, passou a lecionar na Furb, onde permaneceu por 15 anos.
Escreveu vários trabalhos, entre eles Blumenau, sua História 1980; Uma família feliz (1985); e Oktoberfest – A festa da cerveja (1991). Marita Deeke Sasse foi esposa do ex-prefeito de Blumenau, Victor Fernando Sasse, com quem se casou no dia 13 de agosto de 1960. Tiveram cinco filhos.
Faleceu em Blumenau, em 1998, aos 61 anos.
Namy Deeke

Namy Deeke nasceu em 22 de dezembro de 1915, em Blumenau, e era a segunda das três filhas do primeiro matrimônio do Sr. Roberto Grossenbacher, com a Sra. Maria Idalina Buechele.
Aos 21 anos, se casou com o advogado e posteriormente Prefeito da cidada Sr. Hercílio Artur Oscar Deeke. Conhecida pelo seu altruísmo foi uma mulher que se destacou pela sua dedicação às causas sociais.
Faleceu em 966, em consequência de acidente automóvel. Hoje dá nome a uma rua no centro de Blumenau.
Renata Luiza Rohkohl Dietrich
As mulheres sempre estiveram presentes nos acontecimentos da cidade. Trabalhando no campo, no lar, nas fábricas, na educação, na cultura, na saúde e em outras atividades afins.
Um desses exemplos é a blumenauense Renata Luiza Rohkohl Dietrich, filha do engenheiro e Consul alemão em Blumenau Otto Rohkohl e Edith Rohkohl, herdeira e moradora da mais antiga casa da Blumenau Colonia (1858).
Num gesto de consciência de preservação da memória da cidade, foi doadora do patrimônio que abriga uma das casas que constituem o Museu da Família Colonial.
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Gostei dó conteúdo muito bom eu não tinha conhecimento sempre é bom saber dá história dó município.